O uso e a cobertura do solo no Brasil
Enviada em 26/05/2021
Sabe-se que o solo brasileiro era ameaçado desde os primórdios da colonização do Brasil pelos portugueses, na década de 1500. No contexto, os colonizadores exploravam e vendiam o pau-brasil na Europa, com auxílio dos indígenas. Todavia, tal exploração do solo no país continua crescente nos dias atuais, enfrentando diversos problemas, como a degradação e desertificação do solo, entre outros. Desse modo, os problemas citados acontecem por razões da ineficiência estatal em relação a fiscalização e pela falta de planejamento de uso do solo.
Em primeiro lugar, cabe mencionar a falta de ineficiência estatal em ações preventivas para conter os problemas com o solo brasileiro. Nessa lógica, segundo o filósofo chinês Confúcio, não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros. Contudo, o Poder público brasileiro, que deveria investir, fiscalizar e prevenir os problemas do solo no país, permanece inerte na sua função e, assim, se opõe aos pensamentos de Confúcio, já que deveríamos corrigir nossos problemas para evitar novos erros no futuro.
Além disso, cabe retomar sobre a falta de planejamento de uso do solo no país. Nessa perspectiva, pode-se relacionar o zoológico Bronx, Nova York, que criou uma exposição com a frase ‘‘o homem mais perigoso do mundo’’ e, na exposição, havia apenas um espelho e a frase, refletindo o ser humano que olhasse a obra. Assim, é entendido que o próprio ser humano é a maior ameaça para o mundo, já que nossas atitudes influenciam negativamente diversos problemas no país, como, por exemplo, o uso desordenado e não planejado do solo brasileiro.
Portanto, medidas são necessárias para resolver os impasses. Para isso, o Poder público deve criar e reformular leis que garantam a proteção e penalizem infratores que utilizarem indevidamente o solo brasileiro, com o intuito de diminuir os problemas como degradação e desertificação. Isso pode acontecer por meio da disponibilidade governamental em aumentar a pena de prisão e multas destinadas às pessoas que desrespeitarem as normas impostas e, também, investir em meios de fiscalização efetivas. Dessa forma, será possível tornar o Brasil um país com planejamento adequado, seguro e respeitado sobre o uso e a cobertura do solo.