O uso e a cobertura do solo no Brasil
Enviada em 24/05/2021
No contexto social vigente, as mudanças climáticas e o aquecimento global estão diretamente relacionados à maneira na qual o uso do solo é feito, uma vez que, ao ser utilizado de forma indevida, seus efeitos na natureza tornam-se extremamente prejudiciais, causando alterações no ecossistema. Nesse contexto, devido ao grande aumento da utilização do solo e da ocupação de terras no Brasil, nos últimos anos a degradação dessas áreas vem crescendo de modo preocupante, e consequentemente, resultando num desgaste ao meio ambiente.
Primeiramente, nota-se que, a grande expansão nas áreas urbanas é um importante fator contribuinte para a desorganizada e acelerada devastação da natureza. Esse ciclo desordenado põe em risco os biomas brasileiros, visto que o solo é afetado, dificultando a preservação dessas áreas. Ademais, segundo o G1, as queimadas na Amazônia tiveram um aumento de 19,6% em comparação a junho de 2019, o que chama atenção para o seu exorbitante crescimento, já que a queima das florestas ocasiona irreparáveis danos no solo e em todo o território afetado. Nesse viés, a falta de controle do fogo provocam diversos impactos, como por exemplo, reduz a cobertura vegetal, compromete a qualidade do ar, diminui a fertilidade do solo, acarretando impactos, principalmente, na economia do país e no bem-estar da população.
Outrossim, os desastres ambientais apresentam fortes impactos no solo do país, posto que grande parte da sua economia é pautada na utilização deste, como a pecuária e a agricultura. No entanto, a ocupação de territórios e o uso de terras para a pastagem e o cultivo são indiretamente proporcionais, pois, de acordo com o IBGE, o Brasil perdeu 7,5% da sua vegetação florestal nos últimos 17 anos. De maneira análoga, a falta de fiscalização e até mesmo a expansão inapropriada de uma área pode proporcionar um efeito negativo e trazer malefícios na preservação da natureza, além de atingir moradias que necessitam do solo para se proteger, por exemplo, de inundações advindas da chuva, as quais comprometem a qualidade de vida dos habitantes dessas regiões.
Diante do exposto, faz-se necessário que o Governo Federal, como defensor dos direitos do cidadão, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, crie programas de preservação do solo, destacando a sua importância na economia e na vida do brasileiros, a fim de amenizar a degradação. Ademais, cabe ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, reforçar a fiscalização da ocupação de territórios no Brasil, atentando para as consequências que certas apropriações de lotes podem trazer no futuro, com o intuito de estimular o desenvolvimento do agronegócio e pecuária de forma consciente, e assim contribuirá para a economia do país.