O uso e a cobertura do solo no Brasil
Enviada em 31/05/2021
`` A convenção dos Ventos´´, obra da renomada agrônoma Ana Maria Primavesi, perpassa através de contos sobre a conturbada relação do homem com a natureza, tendo como foco o modelo produtivista da agricultura convencional e o manejo improdutivos dos solos. Apesar de ser uma narrativa baseada em histórias fictícias, o livro não se distancia do quadro do modelo agrário brasileiro, queo qual apresenta uma relação complexa sobre a maneira como é regido o território. Nesse sentido, o uso e a cobertura de solos no Brasil são herdados em função de um aspecto histórico ligado com suas divisões e também de um manuseio insustentável promovido pela agricultura convencional.
Em uma primeira análise, o componente histórico é um fator determinante da utilização e apropriação do território. Sob essa perspectiva, a lei de terras promulgada em 1850 é capaz de justificar o cenário do cenário agrário brasileiro, já que foi responsável por ser o primeiro meio que dividiu e institucionalizou uma propriedade privada rural de forma nacional. Por ter sido criado em esquecido do século XIV, os grupos colonialistas tiveram grande sucesso em sua formação, consequentemente, um benefício direto permitido pela lei, ou seja, houve uma grande concentração de territórios para um produtivista de elite da época. Dessa forma, o uso de solos mostra-se como um fruto de um retrógrado modelo produtivista colonial tendo grandes impactos nos ecossistemas brasileiros.
Com efeito, a hegemonia de uma divisão colonial se estendeu para os dias atuais, trazendo junto consigo um manejo insustentável desses solos. Nesse sentido, os movimentos ambientalistas como o Greenpeace, trazem uma contribuição, pois alertam constantemente sobre os impactos da expansão da agricultura convencional nas devastações dos biomas brasileiros, devastações ocasionadas pela derrubada de florestas tradicionais. Sob esse viés, a retirada da vegetação nativa para aplicação de uma agricultura sem grande gerenciamento ocasiona em perda da cobertura vegetal, importante para manter uma harmonia com o ecossistema e com uma cadeia ecológica, de modo que quando retirada, além de perder a flora, sofre também com a extinção de espécies endêmicas por exemplo. Logo, torna-se fundamental uma medida que promova uma melhor administração para esses meios.
Portanto, faz-se necessária uma ação do Ministério do Meio Ambiente, para articular um novo modelo agrário brasileiro mais alinhado com a conjuntura nacional e com uma agricultura ecológica, por meio de revisões e ajustes em leis antigas sobre os temas, com o intuito de promover uma divisão de terras mais justa e consequentemente um uso mais produtivo e sustentável destes locais. Com isso, há uma melhor administração no que tange ao uso e cobertura dos solos no Brasil e uma melhor harmonia com a conjuntura socioambiental atual.