O uso e a cobertura do solo no Brasil
Enviada em 04/07/2021
A expansão da fronteira agrícola, junto com a revolução verde, causou dano a inúmeros biomas brasileiros, como é caso do Cerrado e Floresta Amazonica. Nesse contexto, a preservação da diversidade da fauna e flora existente do Brasil representa um grande desafio. Com isso, faz-se necessária a análise sobre as consequências e possíveis soluções do problema.
Inicialmente, entender onde está presente a degração do solo é importante. Com a Revolução Verde, na década de 1960, houve um rápido processo de modernização da agricultura, com o aumento no manejo de produtos químicos como fertilizantes e agrotóxicos. Ao mesmo tempo, os processos de degradação dos solos, como a estiagem e salinização, se intensificaram, como pode ser notado no Rio Grande do Sul, pela área do pampa que está passando por um processo de desertificação.
Ademais, a concentração fundiária e as queimadas de biomas importantes do país para a expansão de propriedade rurais representam um perigo para preservação do solo. Segundo o IBGE, o Brasil tem mais de 200 milhões de hectáres improdutivos, ou seja, aproximadamente 40% das terras brasileiras não estão sendo utilizadas como deveriam. Contudo, os latifundiários continuam explorando de terras protegidas, como é o caso da do Cerrado, a utilização dessee solos para a agricultura tem como consequência o aumento das secas e das temperaturas nos estados em torno desse território.
Destarte, é necessário que haja uma melhor distribuição, utilização e aproveitamento de terras. Para isso, espera-se que o governo, em apoio ao MST, faça que essas propriedades improdutivas sejam aproveitadas, garantindo que elas garantam sua função social. Além disso, o Ministério da Agricultura deve estimular os grandes proprietários a utilizarem o modo de cultivo alternado, respeitando o descanso e a recuperação da terra, para que a estiagem e salinização do solo seja contida. Desse modo, espera-se que a preservação do solo brasileiro seja garantida.