O uso e a cobertura do solo no Brasil

Enviada em 02/08/2021

De acordo com o filósofo grego Aristóteles, a natureza faz as coisas mais belas e melhores, porém, o homem, por ser racional, a ordena segunda a sua vontade, quebrando a harmonia natural. Da mesma forma, o faz em realação ao uso e a cobertura do solo no Brasil, que é prejudicada pela péssima gestão do Estado. Isso ocorre tanto pela irresponsabilidade governamental perante o problema, quanto pela falta de conhecimento ecológico, por parte da população.

A priori, cabe destacar a irresponsabilidade governamental como empecilho principal para a resolução do problema. Nessa ótica, durante a Primeira República, o Brasil passou por um processo de urbanização, em que o uso incorreto da cobertura do solo ocasionou uma série de problemas, tanto espaciais quanto sociais. Da mesma forma, isso ainda ocorre no século XXI, visto que o desmatamento e a contínua expansão urbana ainda perpetuam a problemática. Além disso, consoante ao pensamento do filósofo inglês Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar social. Analisando a reflexão e trazendo-a para o contexto da gestão do espaço, é notória a necessidade da reformulação dessa postura estatal.

Ademais, o desconhecimento ecológico da população afeta diretamente a problemática. Nesse sentido, segundo o pensamento iluminista, a razão e a ciência, assim como a educação, são os elementos principais para a progressão da sociedade. Porém, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), 30% dos brasileiros são analfabetos funcionais. Assim, vê-se que um terço da população não está pronta para compreender a necessidade do pensamento científico e ecológico. Por conseguinte, os jovens que educamos hoje não possuirão capacidade para gerir o uso do solo, impedindo a realização do ideal iluminista.

Portanto, é mister que o Estado tome medidas para amenizar o quadro atual. Dessarte, faz-se necessário que o Ministério da Educação e da Cultura (MEC), por meio de verbas governamentais, crie palestras nas escolas sobre o pensamento ecológico e científico, que ensine a importância da boa gestão do solo e dos recursos naturais, a fim de ordenar a natureza da melhor maneira possível. Além disso, elas devem ser acessíveis e contar com profissionais capacitados. Mediante essas ações concretas, o uso e a cobertura do solo não serão mais um problema para a nação.