O uso e a cobertura do solo no Brasil

Enviada em 14/09/2021

Em sua obra ‘‘Principia Mathematica’’, Isaac Newton, notório cientista britânico, enfatiza que para cada ação do ser humano no universo existe uma reação nas mesmas proporções aplicadas. Nesse sentido, a lógica de Newton serve como um símbolo para a questão do uso e a cobertura do solo no Brasil, já que a ação nociva do homem sobre a cobertura vegetal do país gera consequências ambientais que degradam o bem-estar social. Dessa forma, a urbanização desenfreada e o avanço agrícola são entraves a serem debatidos e mitigados para atenuar esssa problemática.

Em primeiro lugar, deve-se destacar que  a ocupação industrial e o crescimento urbano no sudeste do país são responsáveis pela intensa perda da cobertura da mata atlântico no território nacional. Isso porque, após 1970, com o projeto industrial e a abertura econômico brasileira, os centros urbanos localizados na região sudeste receberam uma significativa massa de imigrantes em busca de melhores condições de vida, o que gerou uma intensa expansão urbana. Nesse viés, a acomodação dessa massa social implica o desmatamento e a perda da cobertura natural para a construção de polos industriais e residenciais no domínio da floresta atlântica. Sendo assim, isso gera uma perda de matas nativas que não são repostas na mesma proporção e, consequentemte, acentua problemas ambientais como o efeito estufa

Em segundo lugar, cabe ressaltar que a expansão agrícola no centro-oeste do país é responsável pela perda da biosiverdade brasileira. Nesse contexto, o avanço da fronteira agrícola, iniciado em 1990 no sentido do sul ao norte do Brasil, é responsável pela retirada da cobertura natural dos latossolos do cerrado para a produção de monoculturas de soja. Desse modo, essa ação antrópica acaba por esgotar os habitats de espéceis animais nativas dessas regiões, o que gera uma ocupação do solo de maneira nociva à biodiversidade nacional. Logo, isso ocasiona um significativo impacto ambiental e a consequente extinsão de espécies vegetais e animais.

Portanto, infere-se que políticas de reflorestamento e proteção da cobertura do solo são necessárias para mitigar a problemática. Dessa maneira, o Ministério do Meio Ambiente deverá criar um projeto de reconposição da mata atlântica em áreas desmatadas pela ocupação humana, por meio de medidas de reflorestamento e auxílio de agentes ambientais, com a finalidade de recompor a cobertura do solo prejudicada pelo seu uso. Ademais, cabe ao Governo Federal criar uma política de defesa ambiental, por meio de agentes fiscais em zonas agrícolas, com o intuito de impedir a destuição de habitats ocasionada pelo avanço da fronteira agrícola. Por fim, tais medidas atenuarão o uso indevido e os impactos da degradação da cobertura do solo no Brasil.