O uso e a cobertura do solo no Brasil

Enviada em 19/09/2021

Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa, na realidade contemporânea, é o oposto do que o autor prega, uma vez que o uso e a cobertura do solo no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência estatal quanto da falta de investimento e incentivo em pesquisas que corroboram para um melhor uso e cobertura do solo. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Nesse cenário, é fulcral pontuar que um uso e coberta do solo desordenado deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar social, entretanto isso não ocorre no Brasil. Certamente devido à falta de atuação das autoridades, os índices de concentração fundiária cresce, a vegetação florestal diminui (como esclarecido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, entre 2000 e 2016 , perdeu-se 7,5% de cobertura vegetal no Brasil), o desmatamento se eleva e consequentemente aumenta-se os níveis de poluição atmosférica e desigualdade social e econômica. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar o incentivo insuficiente em pesquisas como o geoprocessamento como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, observa-se que países com pouco investimento em pesquisas de utilização da terra possuem um aumento elevado dos níveis de desmatamento, desigualdade social e econômica, extinção de animais silvestres locais etc, como afirma a matéria descrita no G1. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a falta de pesquisas contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas são necessárias para conter o impasse. Dessarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio dos Ministérios da Ciência e do meio Ambiente, será revertido em pesquisas e fiscalização de agricultores e empresas (com intenção de obter um melhor uso e cobertura do solo e diminuir a má distribuição de terras) por meio de reuniões com países referenciais. Dessa forma, atenuar-se-á em médio e longo prazo os impactos nocivos da problemática e a coletividade alcançará a utopia de More.