O uso e a cobertura do solo no Brasil
Enviada em 23/09/2021
Em 2002, o Brasil assinou o protocolo de Kyoto que visa a diminuição da emissão de gases poluentes na atmosfera. Paradoxalmente, no cenário atual, há o aumento de casos de desmatamentos e de queimadas no meio ambiente brasileiro devido a fragilização das leis de segurança ambientais do governo vigente. Desse modo, a negligência estatal, somada à flexibilização das leis ambientais, intensifica o desgaste da cobertura do solo no Brasil.
Em primeira instância, a negligência estatal é ocasionada pela má gestão política, pois as autoridades governamentais se preocupam mais com a manutenção de seus interesses políticos do que com o bem-estar socioambiental. Nessa ótica, o sociólogo Simon Schwartzman, na obra Bases do Autoritarismo Brasileiro, evidencia a estrutural sobreposição das demandas privadas sobre as públicas como um revelador da gestão governamental brasileira, desde os primódios da colonização. Nesse panorama, a despreocupação federal com a falta de recursos às corporações de policiamento ambiental acarreta nos processos de erosão do solo no país.
Sob outra ótica, segundo o ideal “Ubuntu, que expressa o conceito de cidadania por meio da empatia e da ética social, os órgãos estatais apresentam o viés individualista, pois ignoram as consequências da flexibização das leis ambientais. Assim, o Ministro Ricardo Salles aprovou o projeto que viabiliza a retirada de madeiras, sem a exigência de documentos, para o exterior, segundo o apresentado em outubro de 2020 pelo aplicativo de informação G1. Por conseguinte, a fragilização das leis de proteção ambiental comprometem o solo e os recursos ambientais para as gerações futuras do país.
Portanto, é mister a criação de medidas públicas para sanar o avanço dos processos de desgate do solo no Brasil. Nesse contexto, o Ministério do meio ambiente, em conjunto com as prefeituras, deve propor o investimento em projetos de proteção ambiental , por meio da distribuição de aparatos tecnológicos às corporações de policiamento ambiental e da criação de palestras socioeducativas sobre os riscos financeiros do desgate do solo, cedidas por professores, aos latifundiários, para fiscalizar e conscientizar a população acerca da proteção ecológica. Logo, o conceito de cidadania só será atingido quando o Estado garantir os recursos ambientais para as gerações futuras no Brasil.