O uso e a cobertura do solo no Brasil
Enviada em 01/11/2021
“Tudo quanto vive, vive porque muda, muda porque passa”. Os versos do poeta Fernando Pessoa ressaltam a essencialidade das mudanças que permeiam a existência humana. Nesse sentido, a fim de promover essas transformações na população brasileira, surge a importância da noção sobre o uso e a cobertura dos solos no país para favorecer a evolução dos ecossistemas e para fomentar o avanço dos estudos ambientais. São prementes, pois, meios para suscitar essa consciência, em nome da distribuição populacional das futuras gerações.
A princípio, é fato a percepção sobre a utilização dos solos para o progresso do ecossistema. Nesse contexto, o psicanalista Antonio Quinet defende em seu livro, “Um olhar a mais”, que a sociedade é mediada pelo olhar. Sob essa ótica, um olhar promissor sobre o suscitar do discernimento relativo ao uso dos solos pode promover mudanças nas relações entre os seres vivos, uma vez que essas são estabelecidas a partir das especificidades ecossistêmicas regionais. Nesse viés, ao articular novas interações, a população passa a descobrir diversas formas de usufruir do sistema terrestre, sem danificá-lo brutalmente, já que desenvolve uma coexistência harmônica. Assim, é inegável a relevância da percepção sobre o uso e a ocupação do solo para o prosperar das relações entre as pessoas e o meio ambiente, o que leva a maior interferência humana na natureza em busca do desenvolvimento.
Outrossim, pesquisas sobre o ambiente estão diretamente atreladas ao estudo do solo. Sob esse prisma, o filósofo John Locke, em sua teoria da Tábula Rasa, afirma que o homem é um papel em branco a ser preenchido por experiências ao longo da vida. Analogamente, muitos sujeitos podem ser “preenchidos” por aptidões advindas do geoprocessamento. Isso porque as dinâmicas e os planejamentos que definem as capacidades de ocupação, cobertura e uso do espaço, são fundamentais para as análises e o mapeamento do território, pois viabilizam a ideia de que e de como é possível usufruir de determinadas regiões. Posto isso, em razão das aptidões desenvolvidas, a consciência relativa ao uso e à cobertura do solo tende a ser um fator de mudanças ambientais, pois permite que muitos entendam sobre a interferência humana no ambiente e sobre os cuidados exigidos para isso.
Portanto, a ocupação da terra é relevante para incentivar as relações ecossistêmicas e para o avanço nos conhecimentos sobre o meio ambiente. Logo, é basilar que o Ministério da Educação promova campanhas, mediante propagandas, com exemplos da interferência da atividade do homem no ecossistema, como o desenvolvimento e a evolução, além dos problemas causados pelo descuido, como o desmatamento, com o fito de formar uma sociedade mais do uso e da ação sobre o solo. Destarte, muitos poderão sofrer as transformações positivas consagradas por Fernando Pessoa.