O uso e a cobertura do solo no Brasil

Enviada em 19/11/2021

Desde o século XVI, o solo brasileiro sofre com a exploração indiscriminada e inconsequente de pessoas que buscam gerar lucros sobre os bens naturais do país, diferenciando-se apenas pelos causadores da extração material que anteriormente foi feita por colonizadores estrangeiros, e atualmente é executada pelo próprio povo do país. Ademais, é importante analisar as consequências do mal uso do solo no Brasíl e seu reflexo negativo no meio ambiente.

Primeiramente, de acordo com INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), as terras localizadas próximas da região amazônica e cerrado, são as que mais sofrem com a expansão agrícula que visa adentrar cada vez mais as áreas naturais do país, configurando um grande risco a biodiversidade local e ao solo. Análogo a isso, o aumento territorial de áreas exclusivas para a agricultura exigem um preparo prévio que prejudica diretamente o solo, como a adoção de queimadas para ‘’liberar espaço’’ e a instalação do gado para demarcar o local. Consoante a isso, em muitos locais ainda é usado a prática da monocultura, que por se tratar de apenas um tipo de vegetação acaba fazendo a drenagem de todos os nutrientes presentes no solo contribuindo ainda mais com o desgaste do terreno.

Outrossim, a somatização de todos esses fatores referentes a má gestão da cobertura do solo impacta diretamente no decaimento da qualidade, na degradação ambiental e na economia, visto que a industria de exportação agrária tem grande força no país e compõe grande parte da renda total gerada. Análogo ao que foi exposto, a animação publicada no youtube ‘‘Man’’, demonstra como será o futuro da humanidade em decorrência dos diversos ataques ambientais feitos pelo ser humano que negligencia o futuro reflexo de suas ações no presente. Sabendo disso, é importante citar que além do empobrecimento do solo decorrente da exploração anti-ecológica e da compactação (que impede a infiltração da água do solo, causando redução de trocas gasosas e erosão) do mesmo, também existe a liberação de gás carbônico, princípal agravante do efeito estufa.

Portanto, faz-se mister ações para resolver o impasse. Logo o Ministério do Meio Ambiente em conjunto de orgãos responsáveis pelo monitoramento espacial do país como o INPE anteriormente citado, deve intensificar as análises de controle acerca das expansões ilegais que ocorrem em território nacional juntamente com fiscalização das atividades agrículas, multando casos em que o uso do solo excede os limites suportados naturalmente por meio de satélites e aviões de pequeno porte com câmeras acopladas, tendo em vista o objetivo de controlar o uso da cobertura do solo no Brasil para que ocorra de forma sustentável e responsável.