O uso e a cobertura do solo no Brasil

Enviada em 19/11/2021

Em tempos passados, na França, surgiu uma atividade agrícola bastante famigerada: o feudalismo. Nessa perspectiva, sua definição era uso incessante do solo para a subsistência e desenvolvimento dos trabalhadores conhecidos como camponeses. Diante disso, o Brasil herdou o apreço pelo solo desenvolvido pelos franceses. Contudo, explorado de forma irresponsável, tal atividade resulta no impacto negativo e irreversível do solo. Então, para mitigar esse mal, há de se combater não só o desmatamento, bem como as indústrias inconscientes.

A princípio, é necessário inviabilizar o desflorestamento. Nesse contexto, no filme “Wall-e”, da Pixar, é retratada uma sociedade que esgotou os recursos planetários, incluindo os do solo, de modo a extinguir, assim, a possibilidade de vida na Terra. Consequentemente, o solo se tornou inutilizável, expulsando-os, dessa maneira, para o espaço. Da ficção à realidade, não se difere as situações; o desmatamento nas áreas rurais se torna cada vez mais agressivo com o solo, ceifando seus nutrientes e dando lugar a um solo cada vez mais pobre, erodido e inapropriado para o cultivo. Destarte, instaura-se um sentimento de caos no corpo social por completo.

Ademais, as indústrias desprovidas de consciência também fomenta tal problemática. Nesse viés, o sistema capitalista, que se propagou no fim da Guerra Fria, estabelece, em qualquer gestão, a busca incessante pelo lucro.  Sob essa ótica, nota-se que os meios industriais os quais utilizam o solo como fonte principal de trabalho são transpassaos pelo ideal de Smith, uma vez que se comportam, em sua maioria, de maneira irrefletida com os impactos naturais. Sendo assim, vislumbrando tão somente o lucro, se esquecem de que estão degradando o próprio meio o qual vivem, comprometendo, então, o futuro do solo em uso.

Portanto, para que o solo seja valorizado e cuidado, é preciso intervir. Logo, urge ao Ministério do Meio ambiente, juntamente com o Tribunal de Contas da União - já que esses têm, de maneira direta, ligações com as medidas solucionadoras - diminuir os encargos tributários das empresas que não pratiquem o desmatamento e valorizem o solo, por meio de fiscalizações periódicas nas áreas de extração natural, a fim de que essas instituições sejam valorizadas e influenciem aqueles que estão ao seu redor. Não só isso, como também a mídia pode propagar, por meio de horários comerciais, propagandas que cultivem o apreço pelo solo e seus cuidados, de modo a gerar, assim, uma sociedade consciente. Isto posto, só assim a herança francesa trará conservação ao solo nacional.