O uso e a cobertura do solo no Brasil
Enviada em 16/10/2022
No século XIV, os portugueses implantaram a cultura da cana-de-açúcar no Brasil, já no século XVIII a economia brasileira baseou-se no café, isso demonstra como o uso do solo se adequa à economia do país. Atualmente, plantações de soja e pastagens destinadas ao setor pecuário são predominantes nas terras brasileiras. Porém, a quantidade de vegetação original retirada para a realização de tais atividades é preocupante, uma vez que acarreta em déficit no reabastecimento de poços artesianos e perda de fauna nacional.
Sob essa ótica, é inegável que ao substituir áreas florestais por pastagens e plantações o escoamento superficial da água amumenta. Conforme pesquisas do Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra no Brasil foram retirados 297.704 quilômetros quadrados de florestas brasileiras no período de 2010 a 2016. Por conseguinte, houve drástica diminução da absorção de água pelo solo, acarretando em menor reposição da mesma nos poços artesianos.
Além disso, ao retirar a flora perde-se também a fauna, visto que uma é dependente da outra. A exemplo disso, tem-se o domínio morfoclimático brasileiro Cerrado, o qual abrigava inúmeras espécies. Entretanto, desde a calagem de seu solo e a expansão da fronteira agrícola, o Cerrado configura-se como um “hotspot” (ponto quente) por conta da quantidade de espécies em risco de extinção que ali vivem.
Destarte, ficam evidentes as graves consequências da retirada demasiada da vegetação original, portanto, mudanças são necessárias. Para tanto, o Ministério do Meio Ambiente deve, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, aumentar a fiscalização sobre as áreas retiradas, para que estas não ultrapassem o nível sustentável, a fim de impedir que a situação do Cerrado ocorra por todo o território nacional.