O uso e a cobertura do solo no Brasil
Enviada em 04/09/2022
No filme “Wall-e”, é retratado um futuro distópico no qual os humanos tiveram que sair do planeta por causa do descuido com a natureza. Paralelamente a isso, fora das telas, essa situação não está distante da realidade, em razão de que cada vez mais há a destruição da cobertura do solo no Brasil. Desse modo, cabe analisar causas, como a ineficiência estatal e a falta de educação.
Em primeiro lugar, é importante destacar a incompetência governamental como contribuinte do problema. Dessa maneira, de acordo com o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar da população. Contudo, na prática a máxima do autor não se reverbera na realidade, pois apesar de existirem leis que criminalizem esse tipo de conduta, na realidade o governo não consegue punir, porque muitas vezes a retirada da cobertura do solo ocorre em áreas remotas, sem a presença de policiamento — dificultando assim a identificação desse tipo de crime. Por conseguinte, esse cenário ocasiona uma sensação de impunidade e perpetua esse tipo de atitude.
Além disso, a carência de informação influencia negativamente para a persistência da problemática. Nesse contexto, o ativista Nelson Mandela afirma que a educação é a arma mais poderosa que existe para mudar o mundo. Nesse contexto, percebe-se que parte da população por não receber a devida conscientização — mostrando sobre como é crime usar o solo de maneira indevida ou até mesmo como fazer isso da maneira correta —, proporciona a diminuição da cobertura do solo. Logo, é inadmissível que não ocorra o apaziguamento dessa adversidade em razão da escassez de instrução.
Portanto, é evidente a necessidade de medidas para a resolução do impasse. Em vista disso, o Ministério da Educação, por meio do Senado, deve criar um projeto de lei exigindo a criação de uma equipe com profissionais especializados no gerenciamento de recursos naturais, a fim de aumentar o monitoramento. Ademais, o Ministério da Educação, em conjunto com as escolas, oferecerá palestras, convidando profissionais da área para explicar sobre os impactos da má administração do solo, com o intuito de educar a sociedade. Assim, será possível que a ficção de “Wall-e” não se torne realidade.