O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 10/07/2020

Consoante ao Período Colonial brasileiro, com a dominação portuguesa no país, ocorreu a formação de uma elitização social e exclusão dos cidadãos mais pobres. Nesse sentido, a construção da primeira unidade educacional esteve voltada, somente, para a inclusão dos indivíduos que possuíam condições financeiras. Contudo, atualmente, embora a educação seja um dever de todos, ainda é um problema a concretização do papel da escola na transformação social. Diante disso, deve-se analisar a ausência de políticas governamentais para solucionar esse cenário de disparidades e a falta de uma estrutura de integração e solucionador dos problemas sociais.

Primeiramente, a ausência de políticas governamentais para desconstruir a desigualdade ao acesso à educação é um problema. Isso decorre do processo de formação da cidadania brasileira, visto que no século XVI, iniciou uma estratificação social que prevalece até os dias atuais. Nesse viés, de acordo com a Constituição de 1988, é dever do Estado garantir a educação de qualidade a todos os cidadãos. Porém, infelizmente, isso não é concretizado no país, pois nas áreas marginalizadas é recorrente a escassez de recurso econômico para a obtenção de materiais escolares, contratação de professores e amparo de cestas básicas, a fim de amparar o jovem que abandona os estudos para trabalhar em busca da sua sobrevivência. Logo, é fundamental que o Governo, priorize a destinação de verbas para resolver essa disparidade social.

Ademais, a falta de uma estrutura de integração e transformadora social também é uma problemática. Isso porque, apesar da escola ter o papel de socialização, inclusão e de direcionamento ao mercado de trabalho. Em contra partida, geralmente, as unidades de ensino particulares em comparação com a de rede pública, são as que oferecem melhor infraestrutura, bem estar e maior qualidade no ensino aos discentes. Consequentemente, devido ao descaso governamental, os adolescentes pertencentes a classe financeira baixa são socialmente excluídos desse direito constitucional e também apresentam maiores índices de evasão escolar, conforme ao site G1. Portanto, é crucial a criação de projetos sociais que objetivam oferecer suporte financeiro e cursos extraescolares para melhorar a integração do estudante carente no espaço educacional.

Por fim, após os argumentos abordados, medidas são necessárias para reverter esse cenário. Por isso, o Governo Federal deve destinar renda para escolas públicas, por meio da arrecadação de impostos como o IPTU, em virtude de garantir infraestrutura de qualidade, segurança e apoio de bolsas estudantis a todos jovens pertencentes as regiões mais pobres do país, como também, ofertar cursos de capacitação aos professores, a fim de obter transformação social e de integralidade.