O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 11/07/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à alimentação e ao bem-estar social. Conquanto, a subnutrição e a má distribuição de alimentos impossibilita que uma parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Portanto, é imprescindível a importância de encontrar subterfúgios para resolver essa problemática. Nesse contexto, não há dúvidas de que superar a subnutrição e a fome é um desafio, não só no Brasil, mas no mundo; o qual ocorre, infelizmente, devido não só à falta de recursos das populações mais fragilizadas, mas também pela falta de programas sociais voltados para essa minoria.

Primordialmente, é importante ressaltar que as sociedades mundiais enfrentam problemas sociais de fome há muitos anos, como o período da Grande Fome que assolou a Europa no século XIV, ocasionando milhões de mortes por muitos anos. Dessa forma, vestígios históricos desses problemas sociais são refletidos principalmente na vida de populações periféricas, rurais, indígenas e quilombolas. Hodiernamente, países em desenvolvimento ainda são os que mais apontam índices da desigualdade social que fomenta a desnutrição e a fome. Como consequência disso, pode-se considerar o desprego como fator principal na falta de recursos para adquirir alimentos, juntamente com a falta de terra e produção agrícola das populações rurais e indígenas, prejudicadas pela seca, desmatamento e pela grande indústria agropecuária que desvaloriza o trabalho manual dos agricultores independentes. Em suma, a desigualdade social e o desemprego em países subdesenvolvidos trazem consequências como a subnutrição, fome, e a falta de saneamento básico.

Pode-se observar, que programas sociais criados para essas minorias são indubitavelmente importantes para o combate à fome. Entretanto, no Brasil ocorre a retirada desses programas sociais em defesa do corte de gastos governamentais. Na contemporaneidade, o presidente Jair Bolsonaro sancionou, no dia 08 de Julho de 2020, o Projeto de Lei 1142/2020, que veta a obrigatoriedade do governo de fornecer acesso a água potável, cestas básicas e materiais de higiene para as populações indígenas e quilombolas do Brasil. Em síntese, a retirada de programas sociais contribui não só com a fome, mas também com a proliferação de infecções e doenças nas aldeias rurais, o que pode acarretar na morte de milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Em virtude disso, pode-se notar, que a desigualdade social dificulta a superação da subnutrição e da fome no mundo. Cabe ao Governo Federal promover a incrementação de novos projetos sociais para a distribuição de cestas básicas, água potável e saneamento básico para as populações em situação de fragilidade. Somente assim, haverá uma sociedade que luta pela igualdade e pelo fim da pobreza.