O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 12/07/2020

Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e de bem-estar social. No entanto, a desigualdade escolar e a exclusão social impossibilitam que os estudantes brasileiros desfrutem desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, vale argumentar sobre os fatores que corroboram esse quadro.

Primeiramente, o Estado negligência o princípio de igualdade. Nesse viés, a desigualdade econômica e social influência na qualidade do ensino escolar. Exemplo disso, é a pesquisa realizada pela FIPE, na qual 99,3% das pessoas envolvidas nas escolas brasileiras têm alguma atitude preconceituosa e discriminatória. Diante de tal contexto, é inegável que a educação brasileira é seletiva, visto que existem acessos a padrões diferentes de qualidade educacional e de tratamento.

Em segundo plano, a inclusão, junto com o respeito, traz dignidade à vida do cidadão. Nesse sentido, a escola proporciona troca de experiências e o exercício da cidadania. Segundo o ativista Malcolm X,”A educação é o nosso passaporte para o futuro, pois, o amanhã pertence às pessoas que se preparam hoje”. Diante do exposto, é perceptível que a educação para todos é fundamental para o desenvolvimento do senso crítico e a noção de direitos e deveres perante a sociedade.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar esse impasse. De acordo com o célebre filósofo Immanuel Kant,” O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Diante disso, o governo federal deve investir em políticas públicas que incentivem a inclusão e o acesso imparcial ao conhecimento, por meio de algoritmos e palestras que fomentem a curiosidade com o intuito de criar cidadãos críticos e conscientes. Dessa forma, o Brasil poderia superar essa problemática, de forma que aos brasileiros seja assegurado o que já nos é garantido desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos.