O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 09/09/2020

Na era da automatização, tornou-se imprescindível criar uma geração autônoma. Desse modo, nota-se que a padronização imposta ao sistema educacional suscitou  o desenvolvimento de gerações com baixo senso crítico e proatividade, o que interfere na efetividade das transformações socias. Além disso, ao se considerar a desigualdade social como agente da heterogeneidade no ensino dado à população, contata-se seu papel segregador.

Em primeira análise, segundo Heráclito, filósofo sofista, nada é permamente, exceto a mudança. De modo analógo, em relação ao sistema educacional, ao se considerar o modelo enrijecido praticado desde sua implementação, observa-se sua ineficiência em lidar com as necessidades vigentes à modernidade. Por conseguinte, tem-se uma geração de jovens com baixa mobilidade intelectual, de modo a dificultar o papel da educação como transformadora social e permitir o desenvolvimento da nação.

Ademais, no Brasil, a desigualdade social recrudesce a problemática ao selecionar a qualidade da educação que será entregue a população de baixa renda e a minoria detentora de poder aquisitivo, dessa maneira, o ensino age como regulador da estratificação salarial. Por consequência, ao se remeter ao educador Paulo Freire, será inviável realizar as transformações sociais necessárias sem a promoção da educação de maneira igualitária.

Destarte, evidencia-se que o ensino precisa de alterações na sua aplicação e acessibilidade. É fulcral, portanto, que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação(MEC), altere o sistema de ensino público brasileiro, de modo que os professores, capacitados por meio de cursos executados pelo MEC e voltados para o desenvolvimento do dinamismo e da autonomia em classe, trabalhem em sala de aula uma abordagem que, além da teoria, auxilie a proatividade dos alunos. Assim, será possível viabilizar o papel da educação como agente de transformações sociais.