O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 24/07/2020
Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos, inclusive à educação e à igualdade. Por conseguinte, o ensino brasileiro deveria ser de qualidade e para todos. Entretanto, a frequente dificuldade enfrentada pela população pobre de ingressar numa instituição superior, atesta que essa premissa ainda não é experimentada na prática. Nesse contexto, cabe analisar que a precariedade do ensinamento público e a negligência governamental são os principais causadores do problema.
No que concerne à problemática, é válido destacar que a baixa qualidade das instituições escolares é um fator agravante. No que tange o ponto de vista apresentado, segundo Nelson Mandela a educação é a arma mais poderosa que pode ser usada para mudar o mundo. De maneira análoga, tal teoria não aplica-se a realidade brasileira, visto que os ensinos públicos são desvalorizados e não têm uma boa qualidade, o que atrapalha o processo de transformação social, onde essa assertiva de Mandela torna-se impossível na sociedade brasileira. Como consequência, nota-se o aumento da desigualdade no país.
Outrossim, é notório o descaso do governo com o processo de educação das classes mais precárias. A partir do viés exposto, consoante ao pensamento do contratualista Thomas Hobbes, cada cidadão abre mão de parte da sua liberdade e delega funções ao Estado, que são exercidas por meio de um contrato social -leis-, a fim de atingir o bem-estar comum. Em analogia, tem-se pouca representatividade política no Congresso Nacional, no que tange a falta de investimento voltado para o ampliamento quantitativo dos alunos nas instituições superiores, onde percebe-se uma grande competitividade nos vestibulares devido aos baixos números de vagas. Como efeito, os estudantes das classes mais favoráveis são privilegiados em detrimento dos mais humildes.
Urge, portanto, medidas para amenizar o problema em questão. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Cidadania, promover um ensino qualitativo e igualitário a todos. Isso será feito por meio de investimentos nas infraestrutura escolares, no ampliamento do número de vagas e distribuição de cotas nos centro superiores. Tais ações, objetivam usar a educação nas transformações sociais no Brasil.