O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 25/07/2020

O mundo moderno segue, ainda, ideais nascidos na Revolução Francesa, a qual somente se concretizou graças ao alto nível intelectual alí presente. Nesse processo, as personagens de destaque eram fruto das melhores condutas educacionais; o que possibilitou a efetivação do movimento que viera para mudar os rumos da história. Essa lógica de ensino como ferramenta social, no Brasil, esbarra na má gestão dos recursos financeiros e do péssimo arcabouço de ideias e teorias de ensino.

A priori, nota-se em nosso país uma curiosa situação onde há, de forma simultânea e confusa, a boa vontade de se alocar mais e mais recursos para o Fundo Nacional de Educação, e a operação de um sistema de ensino falho. O resultado disso é o desperdício de investimento, uma vez que os resultados brasileiros nos exame internacionais mostram-se menores a cada ano, mesmo com o aumento anual de repasse financeiro.      Paralelamente, a prática de teorias desastrosas tem contribuído para o entrave do ensino como ferramenta social efetiva, com destaque à “Pedagogia do Oprimido”, de Paulo Freire. Nela, o autor defende, dentre outros pontos, que o mestre deva aprender com o aluno, e que esse deva aprender com seu mestre, criando assim uma via de mão dupla. Porém, gera-se disso uma desvalorização do papel e da autoridade do professor como ente primordial ao ciclo da evolução científica.

Depreende-se, portanto, ser imprescindível a resolução pontual do problema estrutural do sistema, bem como a aceitação de novas práticas e ideias à jornada do conhecimento como ferramenta social. Para tanto, o Ministério da Educação deverá oferecer incentivos físico-financeiros a professores e instituições que desenvolverem métodos efetivos, que valorizem as particularidades dos alunos, gerando exemplos a serem seguidos por todo o país. Cabe ainda, a aprovação do Homescholling como alternativa às poucas condutas teóricas, o que dará aos pais e tutores maiores participações nesse desafio, salvaguardando as necessidades pessoais do aluno em seu seio familiar.