O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 26/07/2020
No século XIX, a italiana Maria Montessori questionou a violência física e psicológica que o sistema educacional, daquela época, aplicava nos alunos. Em virtude disso, ela criou um novo método de escola fundamentada no respeito, individualidade e autonomia das crianças. Consoante a esse cenário, a “Revolução Montessoriana” continua a reverberar na sociedade para interpelar os métodos utilizados na educação, pois esta é um fator primordial nas transformações sociais no Brasil. Entretanto, em pleno século XXI, os questionamentos baseados nessa mudança não tem a devida proporção, visto que as escolas continuam arcaicas e a precariedade vivenciada no panorama estrutural é evidente.
Decerto, o sistema educacional obsoleto reflete políticas autoritárias, ao ponto que produzem cidadãos para servir a sistematização, e não transformá-lo. Essa conjuntura, é visualizado no filme “Como Estrela na Terra”, pois retrata uma sociedade que confunde a educação com adestramento, além da pressão psicológica que as crianças sofrem por não se enquadrarem no perfil nota dez que a instituição exige. Logo, fica evidente que o poder criador e artístico de cada aluno é reprimido por um currículo escolar imposto, o qual impossibilita o legítimo significado da educação como a base sólida de uma estrutura maior, que representa o indivíduo na sua totalidade.
Ademais, os conflitos alavancados quando o assunto é estrutura física e educacional no meio estudantil é discrepante entre o ensino público e privado. Nesse sentido, o documentário brasileiro “Pro Dia Nascer Feliz” explorou a realidade de seis escolas no Brasil, desde a periferia até os centros urbanos. Desse modo, o autor deixa explícito a diversidade do preconceito no descaso com o fator educação, pois a qualidade da infraestrutura e o corpo docente da rede privada é superior a vivencia dos alunos periféricos. Por conseguinte, essas dificuldades impedem que os estudantes sejam assegurados na qualidade de conhecimento.
Portanto, é necessário medidas que promovam a superação do modo escolar arcaico e que sane o déficit na estrutura escolar, para que a educação seja efetivamente um instrumento de mudança social. Cabe ao Ministério da Educação, juntamente com as ONG’s que exploram a autonomia nas pessoas, promover um treinamento no corpo docente e nos profissionais interligados à escola, por meio da tutoria de psicólogos e psiquiatras, a fim de fomentar nos alunos sua individualidade e liberdade criativa. Outrossim, o Governo Federal deve investir na base essencial da escola pública com infraestrutura e contratações de professores que possa garantir a qualidade de ensino, para que não haja distinção entre a rede privada. Somente assim, os questionamentos incentivados pela Revolução Montessoriana obterá a devida magnitude.