O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 25/07/2020

O filósofo e educador Paulo Freire ressalta em sua obra que: “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Isso sintetiza a importância da educação como o principal vetor de transformação social. No entanto, a realidade do sistema educacional brasileiro contrasta-se com índices abaixo do recomendado pelas organizações internacionais e a ingerência do Estado frente a essa situação. Diante disso, torna-se clara a necessidade do combate a essa problemática, de maneira a garantir um direito constitucional a uma educação pública e de qualidade.

A priori, segundo uma reportagem publicada no portal de notícias G1, mais de 85% dos estudantes são discentes de escolas públicas, sendo que desse total, menos de 10% dos alunos possuem acesso a uma educação de qualidade. A matéria revela ainda que grande parte das instituições de ensino não possuem laboratório para aulas práticas, além da falta de estrutura e professores de disciplinas fundamentais. Tais fatos denotam a falência do sistema educacional brasileiro, um país que possui uma alta carga tributária, mas que investe pouco em prol do bem-estar da população.

Outrossim, dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica revelam que menos de 1,6% dos alunos concluintes do ensino médio, atingiram notas satisfatórias em aviações de Língua Portuguesa e Matemática. Além disso, no ano de 2018 o Brasil teve um aumento de 35% relacionado a evasão escolar. Isso ressalta que grande parte dos alunos não é estimulado à busca de conhecimento, tornando-se um coadjuvante no seu aprendizado, contribuindo assim para índices como esses.

Em suma, fica clara a necessidade de ações que visem corrigir esse problema social grave. Para isso, o Ministério da Educação deve buscar parcerias com outros países - como, por exemplo, a Coreia do Sul que se tornou referência em educação no cenário mundial - a fim de implantar um sistema educacional eficiente e moderno, que vise a autonomia e protagonismo do aluno na busca de conhecimento, investindo o dinheiro recolhido com impostos, na construção e reforma das instituições de ensino público. Somado a isso, o Governo Federal em conjunto com os estados e municípios, devem desenvolver um programa de ensino integrado com ensino técnico, no qual o aluno possa escolher o caminho a seguir, possibilitando que esse estudante possa ser encaminhado ao mercado de trabalho após a sua formação, combatendo os baixos índices de avaliações e o crescente no número de evasões escolares. Somente assim será possível reverter esse cenário tão preocupante.