O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 01/08/2020

Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todo os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmo direitos e deveres. Contudo, percebe-se que, no Brasil, o valor da educação nas transformações sociais se trata de uma temática altamente desfavorecida, visto que o país enfrenta uma série de desafios para atender essa demanda. Logo, nota-se que esse problema, cuja causa relaciona-se a desigualdade educacional, gera consequências negativas para o desenvolvimento dos cidadãos.

Mormente, cabe ressaltar que os contrastes educacionais são fatores negativos na educação brasileira. Embora a Constituição Federal, promulgada com base nos Direitos Humanos em 1988, assegure que, “todos são iguais perante à Lei, sem distinção de qualquer natureza”, esse propósito encontra empecilhos na educação, seja na estrutura social vigente, seja na negligência estatal. Prova disso são as escolas com maiores infraestruturas serem pouco ocupadas por pessoas com condições socioeconômicas inferiores. Nesse sentido, a população com condições precárias recebe um ensino deficiente e desigual.

Ademais, é perceptível que o desenvolvimento social será extremamente danificado, afetando diversas competências da sociedade. Segundo o professor, pedagogo e filósofo Paulo Freire: “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. Contudo, não se observa esse modelo proposto por Freire na metodologia geral das escolas, comprometendo, assim, a autonomia e o protagonismo dos estudantes. Dessa forma, o meio social, à logo prazo, será danificado, gerando um país com um modelo educacional ineficaz na formação dos jovens.

Portanto, medidas são necessárias para a resolução do problema. Posto isto, o Ministério da Educação deve atuar com ações de melhorias na metodologia imposta nas escolas. Essa intervenção será promovida por meio de um “software” que analise o desempenho dos alunos em atividades práticas e teóricas, gerando uma lista sobre as dificuldades e facilidades de cada um. Com esse recurso, as escolas serão capazes de potencializar a interdisciplinaridade, tornando o educando o centro do processo educativo. Desse modo, será possível entender as carências de cada um dos discentes, além de, consequentemente, melhorar as técnicas de ensino-aprendizagem dos docentes brasileiros. Dessa forma, as injustiças sociais relacionadas à educação serão intermediadas no século XIX.