O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 29/07/2020
A Finlândia, país que se destaca como a melhor educação mundial, é um bom exemplo de que a educação de qualidade não precisa ser constituída de sistemas artificiais ou baseadas em mérito. Em contrapartida, no Brasil a realidade tem sido bem distinta. O modelo de ensino que persiste nas escolas brasileiras ainda são de caráter conservador, privando o aluno de se colocar como principal responsável da sua aprendizagem. Além disso, a desigualdade social e econômica impacta diretamente na vida dos estudantes mais pobres, são estes que além da falta de educação de qualidade também tem que lidar com as estruturas precárias das escolas.
De acordo com Paulo Freire, educador brasileiro, sem a educação a sociedade não pode ser mudada. No entanto, de que forma a mesma vai ser empregada é que difere se haverá um impacto social no futuro ou não. Tendo em vista que o principal método pedagógico utilizado no Brasil, segundo o site “naveavela”, é o da escola expositiva, percebe-se que não há uma preocupação real em transformar os alunos em próprios protagonistas da sua educação, rebaixando-os a posição de personagem secundário. Assim, a continuação do ensino expositivo, transmitido de geração a geração, impede que a sociedade mude consideravelmente, pois na perspectiva do pedagogo, o ensino deve ser baseado numa educação transformadora, capaz de tornar o discente protagonista.
O filme “O menino que descobriu o vento” narra a história de William, um garoto que apesar de lidar com a precariedade escolar, consegue através do conhecimento, construir um moinho de vento e sanar os problemas de escassez de água enfrentados pela região em que morava. Infelizmente,a realidade brasileira se assemelha ao filme, pois a falta de estrutura e investimentos nas escolas ainda persistem no país. Embora seja previsto na constituição o direito ao ensino de qualidade, segundo o site uol, apenas 1% das escolas brasileiras tem, de fato, infraestrutura ideal, sendo as regiões norte e nordeste as mais prejudicadas. Em vista disso, os desafios para a formação escolar impactam, principalmente, as regiões mais pobres, diminuindo as oportunidades sociais e educativas dessa maioria.
Logo, medidas públicas são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental, portanto, a criação de cursos para capacitar os professores, pelo Ministério da Educação, visando a implementação de outros meios de ensino no sistema educacional brasileiro. Cabe, também ao MEC,investir o necessário para assegurar o direito dos estudantes a uma instituição de ensino qualificada e combater as desigualdades regionais. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora das condições educacionais e sociais desse grupo.