O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 01/08/2020
O filme “Menino que descobriu o vento”, disponível na plataforma digital da Netflix, apresenta um garoto que transformou o bem estar da comunidade com um moinho de vento bombeador de água criado por ele através dos estudos de energia eólica. No entanto, a educação como caminho para transformações sociais no Brasil não é valorizada, seja por causa das escolas antiquadas não desenvolverem senso crítico nos alunos, mas também a desvalorização do ensino público.
A priori, é imperioso demonstrar a face prejudicial do sistema educacional. Sendo assim, é válido trazer a análise feita pelo sociólogo Karl Marx no seu livro “O capital”, na qual ele se posiciona contra os colégios industriais que ensinam somente o necessário para o mundo profissionalizante subjugando o intelecto das massas aos interesses burgueses. Constatando essa crítica, uma matéria do jornal “El País” aponta que educar em liberdade exige romper com os esquemas tradicionais, mais especificadamente a relação hierárquica, do professor autoritário como detentor do saber e o aluno como despejo de conhecimento. Assim, fica evidente que o mundo evoluiu, mas a instituição escolar mundial e nacional continua arcaica.
Sob outro prisma, não ocorre mudança na sociedade brasiliense, porque o educandário público está sendo sucateado a cada momento. Em 2016 o governo implementou a PEC 241, que congela gastos na educação por 20 anos, tal medida agrava desigualdades, violências e atrasos no desenvolvimento tecnológico do país. Deste modo, os mais afetados por medidas como estas, são as pessoas periféricas na qual ficam mais uma vez segregadas de espaços que estão garantidos a elas em uma constituição. Dessa forma, observa-se que o menosprezo com a pedagogia ocasiona problemas sociais graves. Portanto, algo precisa ser feito para amenizar a questão. Logo, cabe ao Poder Executivo, por meio do Ministério da Educação, uma pesquisa de campo com docentes e discentes para melhorar a didática e assim implementar nas instituições, e também o povo deve pressionar o governo com manifestações pacificas, mostrando indignação com os cortes no ensino básico, superior e nas pesquisas a fim de que direitos básicos, como academias escolares de qualidade sejam garantidas. Então esse problema pode ser gradativamente erradicado, pois conforme Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”.