O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 23/08/2020
De uma maneira geral, a maioria dos brasileiros concorda que a educação é um alicerce importante para a construção da sociedade, porém nem todos realmente sabem o quanto ela influência no aspecto estrutural humano, seja a longo ou à curto prazo. Dependendo da qualidade da educação que o jovem tem acesso, o processo afeta suas escolhas profissionais, seus recursos financeiros, sua qualidade de vida e sua manutenção de direitos e infelizmente, grande maioria da população não tem essa opção, pois o país sofre de uma negligência nesse setor em níveis absurdos.
Segundo dados do IBGE, o Brasil tem mais de 11 milhões de analfabetos com 13% deles vivendo no nordeste, onde algumas escolas são tão decadentes que nem mesmo tem água encanada. Esse número desproporcional de não letrados também se deve ás diferentes classes sociais construídas em nosso passado colonial, no qual, existiam grandes diferenças entre os direitos do senhorio e do escravo. A antiguidade se reflete no presente de modo que, pessoas com etnia diferenciada tem as menores chances de superar suas condições financeiras por conta da discriminação e da falta de oportunidade.
Segundo o psicólogo Lev Vigotsky, a formação escolar também ajuda a construir o modo como cada indivíduo se relaciona e de como enxerga o mundo, de modo que pode ser tanto um instrumento de doutrinação, quanto um meio pelo qual cada um pode alcançar uma compreensão em relação ao outro e melhorar sua posição na vida. Entretanto, essa transformação nem sempre é possível, e não somente pelas divisões sociais ditas anteriormente, mas pela importância que cada governo da à escolaridade e das recompensas que podem ser colhidas, pois em época de crise, o investimento dessa estrutura é a única válvula de escape, devido ao fato que cria profissionais competentes.
Portanto, para o país sul americano crescer como nação, o ministério da educação deve trabalhar de modo a extinguir a desigualdade estrutural por meio de sanções as quais facilitem inserção de pessoas com famílias de baixa potencialidade bancária na sociedade, como a criação de bolsas de estudo parcialmente gratuitas. Ademais, novos fundos bancários devem ser formados de modo a reavivar a força dessa instituição por meio de atualizações na arquitetura física da instituição e da compra de materiais de qualidade mais duradoura para a aplicação das lições, como novas canetas e afins, assim o brasileiro poderá viver com uma melhor dignidade e sem segregações sem sentido.