O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 02/08/2020

Educar é muito mais que transmitir conteúdo, ela leva à emancipação mental do indivíduo, sendo assim, a etimologia da palavra “educação” significa: elevar alguém a um patamar superior. Contudo, esse poder transformador decorre de maneira estratificada e desigual, causando muitos prejuízos na formação cidadã a várias pessoas. Em vista desse quadro, entende-se como imprescindível para a autonomia social, reformas na infraestrutura das instituições de ensino e no compreendimento de ensino.

É preciso entender, primeiramente, sobre o caráter modificador do aprendizado para a noção de cidadania e inovação do aluno. De acordo com o pensamento do filósofo Paulo Freire, “a educação não transforma o mundo. A educação transforma pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Nesse sentido, a educação é caracterizada como o principal meio de transformação da sociedade, pois com ela, o estudante não deve apenas ouvir, mas pensar, questionar e agir coletivamente. Percebe-se então que para uma evolução da consciência humana, o caminho ideal é educá-la.

Entretanto, é perceptível que essa transformação é proporcional a renda da escola e dos alunos. Além da qualidade do ensino, a falta de investimentos também prejudica a quantidade de conhecimento adquirido e, consequentemente, a distribuição de recursos torna-se regressiva, beneficiando quem já está em melhores condições. Assim, fica evidente que para uma igualdade social, a divisão de investimentos na educação deve ser suficiente e igualitária.

Portanto, entende-se que para uma democracia na formação cidadã e na oportunidade do ensino, são precisos investimentos não apenas econômicos, mas também de mentalidade. Para isso, é necessário que o governo - representado pelo Ministério da Educação - foque no caráter transformador da educação através de investimentos e reestruturações nas instituições escolares de forma equidosa para que o foco não seja apenas o conteúdo, mas a autonomia individual. Feito isso, poderá se caminhar a homogeneidade nas salas de aula, e uma transformação como a imaginada por Paulo Freire.