O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 03/08/2020
A Constituição Federal de 1988 garante a todos os indivíduos o bem-estar físico, mental e emocional. Contudo, essa não é uma realidade brasileira, visto que o índice de aproveitamento escolar dos jovens estudantes é alarmante. Sob esse aspecto, dois fatores não podem ser negligenciados: o baixo incentivo ao desenvolvimento do intelecto individual e a desigualdade do ensino público e privado. Dessa forma, medidas cujo objetivo sejam otimizar o processo de aprendizagem devem ser tomadas.
A priori, vale ressaltar que, de acordo com a filosofia de Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Sendo assim, percebe-se que, na hodiernidade, há uma padronização dos indivíduos em consequência de um sistema educacional que não acompanha o ritmo das transformações da era pós-digital. Por analogia, é possível comparar as esolas brasileiras com o trabalho repetitivo realizado na Era Industrial, como única forma de se obter sucesso na linha de produção. É notório que o método de ensino contemporâneo desestimula o pensamento crítico, a proatividade e a curiosidade dos jovens, sendo essas qualidades de suma importância para as profissões do futuro e a construção de uma sociedade moderna.
Concomitantemente, soma-se ao supracitado que os alunos da rede pública dependem de um sistema educacional falho e, ao comparar com a rede de ensino privada, possuem uma menor chance de obterem uma qualifcação adequada. A exemplo disso, os dados do índice de aproveitamento escolar do IDBE demonstram que, em 2017, o Ensino Médio de escolas privadas obteve nota 7, enquanto que nas redes públicas a nota foi 5. Nesse sentido, a inobservância governamental referente à educação prejudica não somente o desenvolvimento pessoal, como também o progresso da sociedade, visto que, além dos jovens dependerem de um ensino baseado nos princípis do século 18, há uma grande desigualdade na qualidade das escolas brasileiras, pondo a maioria dos estudantes em desvantagem.
Perante o exposto, são necessárias medidas intervencionistas governamentais. Urge que o Ministério da Educação insira na grade curricular das escolas disciplinas que permitem o estímulo do pensamento “fora da caixa” e a solução de problemas, como empreendedorismo e inovação, que irão garantir maior preparo para os desafios da sociedade moderna. Outrossim, cabe ao Governo Federal destinar maiores verbas à rede pública de ensino, de forma que a estrutura das escolas sejam otimizadas e os salários dos professores aumentados, para que a parcela mais carente da sociedade não seja desmotivada à frequentar o ambiente escolar e possa, assim, competir de maneira mais igualitária com os alunos da rede privada. Com essas medidas será possível observar, de forma gradual, as transformações individuas e sociais no Brasil.