O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 06/08/2020

Na Campanha da Fraternidade de 2015, realizada pela igreja católica, foi abordada a importância da escola para as mudanças que o mundo precisa.Nesse sentido, a iniciativa  questiona se o sistema de ensino atual prepara os indivíduos para  promover transformações.Tendo em vista que, é primordial dentro da sala de aula estimular a autonomia e familiarizar os alunos com a tecnologia.

Em primeiro plano, é tácito que as escolas brasileiras instruem os alunos a atividades repetitivas e limitadas em prol de um único objetivo.Dessa forma, o ensino se configura industrial, formando cidadães iguais como em uma linha produtiva.Esse sistema, que não estimula questionamentos amplos sobre a sociedade, é criticado na musica “Another Brick in the Wall” da banda Pink Floyd.Portanto, para que os estudantes de hoje causem transformações e atendam as expectativas do mercado e da sociedade para a criatividade e inovação, deve ser estimulada a autonomia dos jovens.Conforme indicou o estudo da Universidade de Montreal, crianças autônomas  desenvolvem melhor a capacidade cognitiva e executiva.

Em segundo plano, através de uma perspectiva em que a tecnologia criou novas profissões e faz parte do cotidiano da sociedade, é importante que as instituições de ensino fomentem a participação dos estudantes nas redes de  comunicação e os familiarize com as novas ferramentas da internet.Sob esse prisma, está a filosofia de Rafael Menezes, que propõe que  para acreditar no futuro não se deve abrir mão da tecnologia, logo, para que os jovens acompanhem as inovações da sociedade é necessário a introdução da internet na sala de aula.Não obstante, essa familiarização digital permite que os alunos encontrem um novo lugar de encaixe na sociedade por meio das novas profissões que, por sua vez,  envolvem tecnologia.

Ciente desses fatores sobre a sistema de ensino brasileiro,  cabe ao Ministério da Educação junto ao Ministério da Tecnologia, a criação de uma reforma na educação que estimule, dentro da sala de aula, a autonomia dos estudantes por meio de debates, permitindo que façam suas próprias escolhas e promovendo mais interações entre os alunos, assim como, realizem atividades que envolvam o meio digital e oficinas de informática. Por meio dessas mudanças, os alunos serão  mais autônomos, protagonistas e adaptados as inovações da sociedade, para que  promovam mudanças no mundo, como propôs a Campanha da Fraternidade de 2015.