O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 05/08/2020

O ensino clássico como alvorada desenvolvimentista

Em 1453, Maomé II, pôs fim ao Império Romano. Com isso, intelectuais evadiram-se, levando à reboque saberes clássicos que favoreceram o Renascimento e suas transformações, as quais deram evidência a educação. Todavia, apesar de importante, no Brasil há uma involução educacional, cujos reflexos espelham a baixa alfabetização. Diante do cenário, cresce de importância adotar medidas para reverter a situação.

Primeiramente, deve-se considerar a política como ciência suprema. Uma vez que, através dela, é possível determinar a existência ou não de outras ciências, consoante ao que afirma Aristóteles. Nessa seara, deve-se observar que, em 2019, 48% da população era alfabetizada, segundo dados do IBGE. Através desses dados, é verossímil haver interesse em formar cidadãos carentes de crítica. Pois assim, informações são aceitas sem ponderação, o que favorece a manutenção de privilégios.

Em um segundo momento, mister faz destacar que, um livro clássico, é aquele sobrevivente ao teste temporal. Dessa definição, emerge a metodologia “Trivium e Quadrivium”, difundida antes mesmo do Renascimento, na Escolástica, a qual manteve os estudos de clássicos greco-romanos. Assim, nessa época, surgiram personalidades como Galileu e Bacon. Dado isso, fica claro a relação entre educação clássica e desenvolvimento.

Ponderando os aspectos mencionados, urge sejam adotadas medidas que evoluam a educação e aumentem a alfabetização. Para tal, o Ministério da Educação deve considerar a inclusão de bibliografias contendo lógica argumentativa (dialética, retórica e poética) em seu Plano Nacional do Livro Didático (PNLD), visando a formação de um cidadão crítico, capaz de gerar desenvolvimento. Ainda, devem ser estabelecidos objetivos e fiscalizado o seu alcance. Dessa maneira, será concebida a aurora da evolução educacional e das transformações.