O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 05/08/2020

O filme “A sociedade dos poetas dos poetas mortos”, produzido em 1989, retrata o drama vivido por um grupo de adolescentes que frequentam uma instituição com princípios conservadores. Nesse cenário, aborda-se a inserção de um professor que encoraja os alunos a refletirem sua trajetória frente a um sistema autoritário, de modo a enfatizar a função do ensino nas mudanças gerais e na formação do senso crítico. Tal destaque dado pelo enredo evidencia a necessidade de integrar a educação nas transformações sociais, relação que, apesar de fundamental, não é tão expressiva na atualidade.

Em primeira análise, é mister ressaltar o papel da educação no desenvolvimento dos cidadãos e como ela pode auxiliar na resolução de problemáticas vigentes no cotidiano brasileiro. À luz do exposto, os movimentos sociais do educadores nas décadas de 1970 e 1980 possibilitaram a democratização do ensino, a medida que culminou na consolidação de leis que garantem o acesso as escolas. Assim, em um contexto de desigualdade social, o incremento de colégios e meios culturais em áreas marginalizadas propiciou a diminuição de empecilhos como a violência e a miséria no pais. Dessa maneira, a didática publica apresenta-se como propulsora da homeostase social, dado que esta contribui para a formação de uma sociedade igualitária e desenvolvida. Destarte, torna-se evidente a necessidade de equilíbrio deste cenário, de maneira a garantir a fruição do papel educacional.

Em segunda análise, cabe ressaltar que a atuação contraproducente do sistema de disciplinar do Brasil auxilia a perpetuação de problemas na vivencia do país. De acordo Rubem Alves, “O objetivo da educação é criar a alegria de pensar”, isto é, os estudantes, para o psicanalista, devem abiscoitar de um ensino voltado para a vida. Nesse ínterim, o papel do professor passa a ser o de incentivar a hábitos de estudos e leitura, uma vez que as inúmeras plataformas digitais possibilitam o acesso a informação e conhecimento. Tal prática expele a importância do engajamento do aluno nas etapas pedagógicas, visto que a maior participação deste corrobora a diminuição de impasses como a evasão escolar. Em suma, destaca-se o dever do discente como fundamental para minimização desse óbice.

Torna-se necessária, portanto, a implementação de medidas que visem solucionar a forma irrelevante que o tema é tratado, fomentado pela negligencia educacional e social do país. Dessarte, urge que o Ministério da Educação, como gestor dos interesses públicos, invista na educação como saída para os problemas sociais, por meio de abordagens disciplinares que abranjam as mudanças socio-comportamentais dos jovens brasileiros, com o fito de estimular a ampla democratização do ensino. Além disso, urge que a Mídia promova campanhas elucidavas que difunda os valores éticos da comunidade, de maneira que a abordagem do educador na dramaturgia alcance o mundo hordieno.