O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 08/08/2020

Ensino transformador

No Brasil a educação é vista como um direito igualitário a todos. Todavia, é fato que as desigualdades educacionais, ainda, existem no território nacional, principalmente, quando se trata das divergências entre uma escola pública e particular, ampliando, na maioria das vezes, para o âmbito das desigualdades sociais e econômicas. Desse modo, a proposta de uma educação transformadora, assim como o de um maior investimento no ensino público tem se tornado cada vez mais necessário na contemporaneidade.

De acordo com Paulo Freire é por meio da educação que se pode transformar o mundo. Desse modo, o educador afirma que a leitura da palavra proporciona a leitura crítica do mundo, permitindo a compreensão da realidade. Concomitante a essa ideia, pode-se afirmar que a educação é a base para a formação de um pensamento crítico, assim como um meio transformador, visto que é através dela que se atinge amplas áreas do conhecimento, assim como aprende-se mais com o outro. Complementando-se esse pensamento, Vigotsky, defensor do construtivismo, afirma que a aprendizagem se dá por meio do contato com o diferente.

Contudo, no Brasil, o sistema educacional, de certo modo, ainda, apresenta falhas, tais como os crescentes índices de evasão escolar e o baixo investimento em proporcionar uma infraestrutura e educação de qualidade na maioria das escolas públicas. Segundo dados da Unicef, no ano de 2018, cerca de 3,5 milhões de brasileiros foram reprovados ou abandonaram a escola. Por conseguinte, para a implantação de uma educação de qualidade, consoante os pensamentos de Paulo Freire e Vigotsky, é necessário, primeiramente, reverter esse quadro.

Diante dos fatos supracitados, entende-se a necessidade da implantação de uma educação transformadora, a qual colabore para o desenvolvimento de cidadãos com mais consciência, autonomia e responsabilidade social através do aprendizado com o outro. Sendo, portanto, papel do docente o de estimular a proatividade do discente, por meio de incentivos de aprendizagem- tais como desafios em grupo- construindo um ensino gradual, além do expositivo teórico das salas de aula. Ademais, é prioritário a oferta de um ensino público de qualidade no país. Assim, primeiramente, é indispensável, que o Ministério da Educação concretize as políticas educacionais visando uma melhoria na infraestrutura e priorizando a educação básica. Outrossim, cabe as escolas garantirem um controle da frequência de seus alunos, buscando entender o contexto da ausência, ao invés de uma punição imediata. Adotando-se essas medidas educacionais, progressivamente o ensino torna-se menos desigual e a educação passa a ser um meio cada vez mais transformador.