O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 08/09/2020

Segundo a constituição brasileira, promulgada em 1988, a educação é direito de todos e dever do  Estado. Sabe-se que tal garantia é fundamental para o pleno desenvolvimento e exercício da cidadania e que esses, em conjunto, possibilitam a melhoria, não somente, da qualidade de vida, como também, do senso crítico do indivíduo. No entanto, o direito garantido na Carta Magna não é acessível a todos com o mesmo êxito, e ,por isso, deve ser discutido.

Em primeiro plano, a educação é o meio utilizado para ascender no mercado de trabalho. De acordo com Emile Durkein, sociólogo frânces, a educação objetiva suscitar e desenvolver no indivíduo estados físicos e morais que são requeridos pela sociedade no seu conjunto. Tal afirmação, torna-se relevante contemporaneamente, pois mediante ao mecanismo de socialização, a escola, é possível qualificar-se e obter melhores oportunidades de trabalho e consequentemente aumentar a qualidade de vida. Contudo, as oportunidades de profissões estimadas pela coletividade não contemplam todas as classes sociais, embora a maioria ter acesso à escola, essas não possuem infraestrutura e qualidade de ensino necessária. Isso propicia um sistema com pouco dinamismo, o qual classes com maiores poderes aquisitivo têm mais oportunidades em detrimento das parcelas marginalizadas. Logo, o Estado deve investir na escolarização eficiente das minorias sociais, a fim de incutir os valores requeridos.

Uma segunda análise encontra-se no aspecto intelectual. Paulo Freire, o pedagogo, cunhou o termo educação emancipatória, para ele a pedagogia deve colaborar para que os discentes desenvolvam consciência de liberdade. Esse ensinamento crítico contrapõe ao amplamente utilizado no Brasil, o ensino conteudista, em que habilidades como, reflexão, análise, empatia e alteridade não são relevantes. Dessa forma, é necessário modificar o método de lecionar atual com objetivo de promover um conhecimento pertinente.

É evidente, portanto, que o governo, que tem como função promover o bem-estar social, mediante ao MEC (Ministério da Educação), deve qualificar os docentes, por meio de cursos on-line, na metodologia freiriana, educação emancipatória, sobretudo em porções interioranas e periferias brasileira. Essa medida visa que mediante à educação, parcelas banalizadas da sociedade tenham oportunidades de desenvolverem a capacidade de questionar, bem como, o aumento da renda. Isso, a longo prazo, diminuirá as disparidades sociais, e cumprirá o pleno desenvolvimento do indivíduo previsto na constituição.