O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 18/08/2020

De acordo com Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo. Dessa forma, torna-se explícito que através dela podemos influenciar a maneira de pensar e agir, logo, vem à tona o seu principal legado nas transformações sociais no Brasil. Entretanto, esse papel não é tão expressivo na atualidade, uma vez que o direcionamento educacional brasileiro é ineficiente. Nesse sentido, entre os princípios que sustentam essa realidade, pode-se salientar a didática positivista das instituições, bem como o descaso governamental acerca do ensino.

A priori, é importante destacar que boa parte das escolas não acompanharam as mudanças da contemporaneidade. Dessa forma, ressalta-se que muitas ainda utilizam o método didático positivista, no qual é marcado pelo ensino simplificado, objetivo e técnico, que em longo prazo carece o desenvolvimento do pensamento crítico acerca da realidade. Assim, movimentos em prol de mudanças sociais, bem como a repressão de atos errôneos são cada vez menos comuns na sociedade, uma vez que não é fomentado. Um exemplo disso é a normalização da hierarquia de classes sociais e suas predisposições aos desfavorecidos, tal como predestinação à pobreza, baixa escolaridade e ao profissionalismo desqualificado.

Outrossim, ressalta-se que a educação pública nunca foi prioridade desde a colonização do Brasil, dado que as primeiras instituições surgiram após a vinda da família real e eram feitos exclusivos para os membros da elite. Desse modo, hodiernamente, ainda é possível se deparar com esse descaso governamental em prol do ensino universal, uma vez que são direcionados a esse âmbito poucos investimentos, os quais no ano de 2020 atingiram o corte de 19,8 bilhões de reais em gastos, segundo o Ministério da Educação. Em consequência disso, vem à tona o sucateamento da educação como instrumento de transformação, assim, emerge os problemas relacionados à falta de valores sociais, tal como o despreparo cidadã para a participação plena na vida social, política, cultural e profissional.

Destarte, é evidente a necessidade de mudanças. Portanto, cabe ao Ministério da Educação mudar de modo permanente a matriz curricular das escolas brasileiras, através da inserção de matérias didáticas com cunho cívico e social, assim como a fiscalização periódica dessas instituições, com o objetivo de despertar a criticidade dos indivíduos, no intuito de prepara-los para a vida democrática de acordo com seus direitos e deveres. Além disso, cabe ao Governo Federal dar prioridade nos investimentos ao ensino público, por meio da utilização dos royalties do petróleo como uso alternativo em cortes de gastos, com o fito de disponibilizar a todos uma educação de qualidade e transformadora. Logo, será possível cumprir o proposto por Nelson Mandela e reverter o cenário atual.