O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 13/08/2020

Segundo Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que pode ser usada para mudar o mundo. Tal fato, é possível perceber que esse mecanismo tem papel fundamental no desenvolvimento da sociedade como um todo e, no Brasil, seguindo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, deve ser garantido a toda população um acesso gratuito e de qualidade. No entanto, fora do papel a realidade é outra, visto que não há a democratização do ensino no país e muitos indivíduos são prejudicados em âmbitos sociais e econômicos pela falta de oportunidades devido à falha no sistema educacional. Dessa forma, torna-se necessária a discussão desses aspectos.

Convém ressaltar, a princípio, a importância do recurso em questão. Quanto a esse fator, é válido destacar que a educação é a base de toda sociedade e por meio dela é possível combater a desigualdade social, um dos maiores problemas estruturais, enraizado no Brasil desde o período colonial, onde apenas uma pequena parcela da população era dotada de privilégios. Desse modo, quando o indíduo recebe um ensino de qualidade, paralelamente, há um combate à pobreza, visto que, tal meio proporciona maiores oportunidades dentro do mercado de trabalho e, com isso, os índices de qualidade de vida melhoram, favorecendo, também, a economia do país. Além disso, o acesso pleno a esse recurso fortalece a democracia e a cidadania, uma vez que o indivíduo passa a ter maior entendimento sobre seus diretos, e assim cobrá-los quando não o são garantidos de fato.

Por outro lado, é preciso compreender que o sistema educacional brasileiro ainda é muito falho. Isso porque, em algumas comunidades periféricas são carentes de escolas, e quando tem, não possuem uma boa infraestrutura, tanto em relação as características físicas do local, quanto à disponibilidade de materiais didáticos. Por conseguinte, um contingente de alunos é prejudicado e isso contribui para o aumento do índice de analfabetismo no Brasil. Além do mais, a falta de profissionais qualificados também é um grande empecilho para o funcionamento pleno do sistema. Segundo o ex Ministro da Educação Rossieli Silva, em 2018, 40% dos professores que estavam em sala de aula não possuíam formação adequada para lecionar.

É evidente, portanto, que medidas precisam ser tomadas para reverter o impasse. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação, com o apoio do Ministério das cidades, aplicar verbas para a construção de centros educacionais qualificados em todas as áreas carentes desse recurso e, por meio da disponibilidade de materiais escolares, aulas mais dinâmicas e profissionais adequados, garantir que a educação seja democratizada no país, evitando-se, assim, a perpetuação da desigualdade social e demais problemas estruturais do Brasil.