O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 17/08/2020
“Eduquem as crianças, para que não seja necessário punir os adultos”. Nessa frase, o matemático Pitágoras relata a importância do ensino durante a infância, já que é durante esse período que os princípios morais precisam ser compreendidos e efetuados. Nessa lógica, é clara a necessidade dos centros educacionais na formação do indivíduo. De maneira análoga ao excerto, o valor da educação nas transformações sociais ainda enfrenta entraves no que concerne ao tradicionalismo nos sistemas escolares, como também à negligência governamental perante os estudantes.
Diante desse cenário, o convencional modelo educativo hodierno desestimula os alunos no tocante à busca por conhecimento, uma vez que é na escola onde ocorrem os primeiros contatos humanos, conquanto, o tradicional modelo de ensino pressupõe uma submissão intelectual do aluno à figura do professor, o que contribui para a passividade do aprendiz perante as abordagens do docente. Corroborando essa ideia, o seriado Merlí relata o cotidiano de um tutor de Filosofia, o qual conquista uma amizade com os alunos após propiciar um ambiente inovador durante suas aulas. Paralelo a história fictícia, na sociedade contemporânea, o senso crítico dos indivíduos ainda é carente, posto que não há um sistema educacional que impulsione debates, o que gera um corpo social conservador e facilmente manipulado, pois o sistema educacional vigente estabelece uma grande quantidade de conteúdo sem, no entanto, investir na argumentação e participação do estudante.
Outrossim, é fulcral analisar os cortes nas verbas destinadas à educação como repressor das transformações sociais, ora que as greves e a falta de materiais didáticos nas instituições penaliza os estudantes, já que há a ausência de aulas, reduzindo ,assim, o engrandecimento intelectivo e comunicativo dos alunos dentro do ambiente escolar. Nessa seara, o presidente Jair Bolsonaro decreta que o valor destinado às escolas brasileiras será em 2020, menor 18% do que em 2019, confirmando a negligência governamental perante o sistema de ensino. Logo, os discentes não desfrutam de oportunidades para a partilha de conhecimento, afetando assim seu senso crítico e argumentativo.
É necessário, portanto, que o Ministério da Educação, como responsável pelo bem-estar dos estudantes, destine verbas mensais para os centros de ensino, para que com a remuneração dos funcionários, a carga horária anual seja cumprida e os materiais didáticos sejam comprados para todos os alunos das instituições. Compete também à Secretaria da Educação, promover aulas semanais ministradas pelos próprios estudantes, com o fito de estimular táticas de atividades e aprendizagem ativa, demonstrando a atuação do discente. Dessa maneira, as dificuldades encontradas no processo de educação como fonte de reforma social decrescerá exponencialmente.