O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 31/08/2020

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação(LDB 9394/96) garante à todos o direito à educação gratuita e de qualidade, sendo fundamental para o desenvolvimento social, econômico e cultural dos indivíduos. Nesse contexto, o filme norte-americano “Sociedade dos poetas mortos", destaca a necessidade de integrar educação nas transformações sociais. Nessa obra o protagonista é um professor que confronta o sistema autoritário ao estimular o pensamento crítico e autônomo dos alunos, provocando uma nova maneira de agir e pensar. Apesar da importância da educação, é inegável a desvalorização do ensino no Brasil. Assim, é necessário reconhecer a educação como agente transformador em nossa sociedade para a formação intelectual e cidadã da população.

Segundo o educador Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Isto é, a educação é um mecanismo poderoso que permite uma mudança nas estruturas sociais. No mundo hodierno marcado por desigualdade, preconceito e intolerância, começar mudanças pela escola não é só importante, mas é fundamental. De acordo com o professor Ainor Lotério, a educação é um mecanismo importante no combate a pobreza, de tal forma que se todos os estudantes em países pobres terminassem o ensino básico, 71 milhões de pessoas poderiam sair da pobreza. Através do ensino, o cidadão se torna mais crítico, têm mais oportunidades de emprego, acesso aos seus direitos e melhora a sua própria qualidade de vida.

Os movimentos estudantis, ao longo das décadas, provocaram importantes mudanças sociais e políticas no Brasil. Entre elas, o movimento “Diretas já”, que culminou no fim do Regime militar e a redemocratização do país. Desse modo, é perceptível o papel da educação na formação de cidadãos mais críticos e conscientes de seus direitos, fortalecendo assim a democracia e cidadania. Segundo dados divulgados pela UNESCO, 80% dos jovens com ensino superior vão às urnas, em relação à 54% dos que não têm formação superior. Além disso, os adultos mais escolarizados também são mais engajados socialmente, sendo os autores das transformações sociais.

Diante dos argumentos supracitados, medidas são necessárias para resolver esse impasse. O Governo Federal através do Ministério da Educação deve complementar na grade curricular obrigatória as disciplinas formadoras de pensamento crítico, como História e Filosofia. E juntamente com a mídia, elaborar campanhas de valorização do ensino e palestras nas escola sobre temas sociais. Assim, os jovens poderão ter acesso à educação de qualidade, que os estimulem a ter um senso crítico para serem os autores das suas próprias vidas e das transformações sociais do futuro. Como na máxima de Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”.