O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 18/08/2020
Com a ascensão das indústrias na metade do século dezenove, o trabalho técnico precisou ser inserido na sociedade. Com isso, algumas empresas junto ao governo incluíram o trabalho específico nas escolas, como também, ampliaram o acesso a essa instituição. Dessa forma, percebe-se que a educação se modificou e foi ampliada para atender os interesses dos grandes investidores. Por conseguinte, Identifica-se consequências inimagináveis que são geradas por essa cultura, como por exemplo: formar a grande massa apenas para habilidades manuais e consequentemente, nasce a alienação do trabalho.
Nesse sentido, sabe-se que a ideia de formar pessoas com apenas habilidades técnicas é sustentada pela ânsia dos donos de indústrias. Isso porque, quanto mais mão de obra pouca especializada menor será o custo para se manter esses trabalhadores no mercado. Para exemplificar o supracitado, cita-se uma reportagem do jornal “CNN”, em que relata que nos últimos 2 anos houve um acréscimo de 152% de escolas com natureza técnica. Em virtude disso, percebe-se que com o aumento da acessibilidade do ensino específico, o conhecimento mais aperfeiçoado se concentra na mão dos detetores de informações.
Ademais, entende-se que reverter essa lógica de conhecimento demanda um intenso investimento público, pois só assim, a população com menos recurso poderá ter lucidez do verdadeiro sistema e, consequentemente gerar transformações sociais. Segundo o curta-metragem “Meu Amigo Nietzsche”, é possível perceber que o Lucas, um menino desprovido de recursos e morador de uma periferia em Brasília, ao passar pelo lixão encontra um livro do autor Friedrch. Logo, com o decorrer da história, é possível perceber que o acesso a leitura transformou o menino. Dessa forma, fica evidente que é preciso que o conhecimento e os estímulos de pensamentos críticos cheguem aos subúrbios. Caso contrário, essas pessoas continuarão aprisionados em seus mundos e servindo os interesses da aristocracia.
Em suma, combater a restrição de conhecimento é um complexo desafio hodierno. Por isso, o Ministério da Educação como responsável por fomentar o pensamento crítico, deve tornar obrigatório o acesso de todos os jovens as áreas diversas da sabedoria humana. Essa conduta deve ocorrer através de, criação de laboratórios de informáticas, ciências e desenvolvimento pessoal em todas as escolas públicas do Brasil. Só assim, esse país se tornará uma nação justa e igualitária e, principalmente irá alimentar o pensamento crítico libertando todos da escravidão da restrição de sabedoria.