O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 17/08/2020
Platão, filósofo pós-socrático do século V a.C , mediante a Teoria da Calipólis, conscientizou os atenienses a cerca do valor da educação nas transformações sociais de um Estado. Por conseguinte, para o filósofo, em uma nação ideal, o conhecimento é a base do bem-estar da sociedade. No Brasil, entretanto, embora a Constituição Federal de 1988 garanta ao cidadão acesso à educação, problemáticas como carência de programas sociais nas escolas e insuficiente equidade dialógica nos ambientes escolares precisam ser elucidadas para que, de certa forma, a educação seja usada como ferramenta de transformação no país.
Em primeira análise, Anthony Giddens, sociólogo contemporâneo (1938-2016), em seu livro A Dinâmica da Sociologia, afirma que o indivíduo é diretamente influenciado pelas estruturas do cotidiano. Seguindo essa linha de raciocínio, é válido ressaltar a necessária aplicação do exercício de cidadania nas escolas brasileiras, visto que, além do pressuposto nas grades escolares, tal ato é inerente ao processo educativo e social dos estudantes. Sendo assim, torna-se claro que a estruturação de programas socioeducativos no âmbito escolar é imprescindível para que o conhecimento seja, certamente, valorizado como aliado da sociedade.
Ademais, de acordo com o IBGE, o Brasil é portador de um dos maiores índices de GINI -instrumento que demonstra o grau de desigualdade social em um país- da América. Nesse sentido, é evidente que a equidade nas discussões entre órgãos da educação brasileira é importante, pois em cada área do país o cenário educacional difere-se expressivamente. Outrossim, a Dialética Hegeliana, proposta por Hegel em 1812, promove o embate de ideias entre organizações distintas para que, dessa maneira, ocorra prosperidade entre elas. Assim sendo, para que haja sucesso entre diferentes escolas no país, é necessário o diálogo, mas sobre tudo a minimização da desigualdade entre elas.
Portanto, para que as citações de Giddens e Hegel não sejam apenas proposições teóricas, mas tornem-se realidade, urge ação do Governo. Desse modo, o Ministério da Educação deve, por intermédio de alterações na grade escolar obrigatória, incluir programas que abram espaço para os alunos discutirem entre si e conhecerem outras escolas com o fito de estimular a coletividade e cidadania desses. Além disso, é dever do ministério proporcionar sistemas únicos de comunicação entre diferentes escolas brasileiras afim de que o diálogo entre posições divergentes possam ser tratados com a finalidade de unificar, categoricamente, o sistema educacional brasileiro. Ação que, iniciada no presente, poderá aproximar o país de um Estado ideal, assim como foi proposto por Platão.