O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 01/09/2020

A igreja católica criou o “Index”, uma lista de livros de cientistas físicos e sociais, os quais eram proibidos de serem lidos pelos indivíduos e vigorou até o século XVIII. Esse feito foi uma tentativa frustrada de barrar o poder educativo e de transformação social do conteúdo daqueles pensadores. No entanto, embora, na contemporaneidade, a educação, principalmente, escolar permaneça com seu valor revolucionário, essa ainda não tem seu potencial máximo explorado, pois, em sua maioria, não é tratada como prioridade governamental e possui um ensino conservador. Diante disso, sua influência nas mudanças da sociedade brasileira se torna passíveis de discussões.

Em primeira análise, o governo federal não trata a educação escolar como meio de alteração da comunidade e acaba negligenciando as instituições. Por conseguinte, suas verbas são, constantemente, desviadas, como ocorreu com o dinheiro das merendas em São Paulo. Além disso, o investimento estatal na área é baixíssimo e, ainda, diminui cada vez mais, tal qual fez o ex-presidente Temer que o congelou em 20% do valor total. Desse modo, é inadmissível que o Estado continue omisso perante ao descaso do repasse dos impostos populacional às escolas.

Somado a isso, o método de ensino arcaico utilizado pelas instituições de estudo atrapalha o estímulo transformador da educação. Nesse sentido, o ato de ensinar, muitas vezes, se limitar à cópias do conteúdo da lousa com pouco confronto entre o senso crítico e o comum. Tudo isso é resultado, não só da falta de ímpeto de modernização de alguns professores, mas, principalmente, da baixa oferta de cursos e de seminários oferecidos pelo Ministério da situação aos lecionadores. Dessa maneira, é imprescindível que o MEC, com auxílio financeiro, melhore as condições de trabalho dos professores.        Portanto, fica evidente que o Estado deve dar a devida importância a educação e o MEC precisa interceder pela modernização do ensino atual. Para que isso ocorra, cabe ao governo federal tratar o processo educativo como um investimento, por meio de maiores repasses e de fiscalização das verbas estudantis. Dessa forma, o MEC deve aplicar essa quantia da melhor maneira possível, a fim de oferecer cursos e seminários de aperfeiçoamento e de técnicas de ensinos aos professores, o que deixará a aprendizagem mais moderna e produtiva. Só então, a educação terá seu valor, como agente das transformações sociais, garantido e utilizado ao máximo contrariando o objetivo do Index católico.