O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 24/08/2020
De acordo com Paulo Freire, um dos intelectuais mais influentes da pedagogia mundial, afirma que “A educação não transforma o mundo. A educação transforma pessoas. Pessoas transformam o mundo.”, ou seja, explica o ensino como uma ferramenta fundamental para beneficiar o globo. Nesse viés, entretanto, os desafios como a desigualdade social e a carência de investimento estatal não incentivam o impacto possível por meio desse instrumento. Por conseguinte, esse cenário demanda um conjunto de alternativas, as quais facilitarão o processo de formação de indivíduos conscientes da realidade.
A priori, um dos principais empecilhos para a equidade na educação é a desigualdade social, a qual assolha grande parte da população nacional. Nesse contexto, os efeitos centrais dessa adversidade são o percentual de analfabetismo entres as gerações, a dessemelhança de escolaridade entre as classes socieconômicas e a não emancipação dos habitantes, segundo o IBGE. Nessa lógica, como a sociedade, com base em Durkheim (sociólogo francês), molda os sujeitos, então, a mesma necessita desenvolver seres autônomos que contribuirão para com melhores condições de tal. À vista disso, concerne aos estadistas providenciar uma distribuição de renda adequada.
Outrossim, a supressão de recursos nos setores educacionais é outro obstáculo para o favorecimento comum. Sob esse prisma, o financiamento público, conforme dados da OCDE, evidencia regressão ao longo dos anos, o que infringe negativamente um dos direitos básicos do brasileiro (a educação a qual visa instruir o indivíduo para se tornar ativo na cidadania), consoante a Constituição de 1988. À luz disso, essa ineficiência propicia uma educação rudimentar, ao invés de uma transformadora. Nesse espectro, é identificada uma contrariedade, a qual está sendo executada, no papel governamental e requer modificações.
Portanto, com função de contestar o quadro supracitado, cabe ao Governo, em parceria com a Iniciativa Privada, por intermédio do acúmulo de bens, aplicar os fundos nas instituições de ensino em regiões periféricas e precárias (onde está concentrado a desigualdade), visando diminuir a disparidade da alfabetização entre os grupos socioeconômicos. Nessa conjuntura, é valido, também, salientar o papel do MEC, em parceria com o Poder Executivo, não permitir a redução de investimento no setor educacional, por meio da sanção do pacote de leis - o qual proibirá os cortes de financiamentos na Educação -, objetivando um progresso periódico desse âmbito. Desse modo, ocorrerá a formação de cidadãos autossuficientes e capazes de transformar o meio que os rodeia.