O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 24/08/2020
Desde a infância, as pessoas crescem com a ideia de que a educação, enquanto comportamento e habilidades sociais, é proveniente unicamente do que se aprende em casa. Entretanto, são muitos os fatores que moldam a personalidade das pessoas e muitos locais onde elas podem se desenvolver. Pensando nisso, é importante entender o quanto a escola é importante na formação do cidadão, por se tratar de um local onde se passa aproximadamente ¼ do dia de um estudante comum. Além disso, é imprescindível enxergar o quanto esse ambiente pode ajudar a diminuir os problemas sociais, como a criminalidade, por exemplo.
As escolas foram inicialmente construídas para servir como meio de ensino para os cidadãos. Entretanto, com o passar do tempo elas adotaram mais papéis sociais, como o desenvolvimento das habilidades sociais e aprendizagem de assuntos que servem para além delas. Sendo assim, elas se mostram importantes não só para o ensino didático, mas também para a formação do cidadão. Ademais, por esse auxílio na formação do cidadão, ela pode mover transformações sociais. Como visto no filme Coach Carter, em que o protagonista é um treinador de basquete que começa a trabalhar em uma escola pública, onde menos de 30% dos alunos se formavam anualmente. Para reverter essa situação, o treinador adotou um método de trabalho rígido, fazendo com que os alunos tivessem disciplina e alinhassem o esporte às atividades acadêmicas. Por resultado, alguns de seus atletas conseguiram não só se formar, mas também vagas em faculdades e o restante conseguiu encontrar um objetivo em suas vidas. Em paralelo ao filme, no Brasil, cerca de 2 milhões de jovens não estão na escola e, assim, não sofrem o impacto social que ela causa.
Em suma, as escolas são de extrema importância para as transformações sociais e devem ter seu valor reconhecido. A fim de possibilitar um maior alcance social das escolas, é dever do Ministério da Cidadania em conjunto com o Ministério da Educação, promover uma maior inclusão social, com escolas em regiões distantes às metropolitanas, para que os moradores dessas regiões tenham acesso a educação e investimentos sociais para as famílias em que os jovens não frequentam as escolas por ter a necessidade de trabalhar. Desse modo, a tendência é que diminua o número de jovens fora da escola e que ela possa cumprir com seu atual papel social.