O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 24/08/2020

A partir da Revolução Industrial, processo iniciado na Inglaterra em meados do século XIII, um novo modelo educacional foi instaurado e este passou a ser reconhecido como direito de todo e qualquer cidadão, pois com o avanço das linhas de produção o ensino técnico e profissional passaram a ser valorizados. Com isso, surgiu o que é conhecido como Educação 2.0, baseado num professor que atende a dezenas de alunos. Porém, hodiernamente, com a chegada da era da tecnologia novas formas de ensino vem sendo inseridas nas escolas como forma de impulso ao conhecimento, mas devido a grande desigualdade social e falta de comprometimento governamental para com tais causas a incorporação destes meios vem sendo dificultadas. Tendo em mente a perspectiva apresentada, tem de se analisar fatores que possam trazer a resolução da inercial problemática.

Em primeiro plano, nota-se que a disparidade econômica é um dos principais motivos para que diversos problemas sociais apareçam em uma nação. Analogamente, em 2017, o Brasil apareceu no relatório de desenvolvimento humano com uma taxa de desigualdade social de 53,3%, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que exemplifica como a pobreza possui um reflexo na educação. Similarmente, o problema é retratado no filme “O menino que descobriu o vento” que narra a vida do jovem William Kamkwamba, de 13 anos, que viu na educação uma forma de ajudar a sua comunidade na capitação de água para a plantação. Sabendo isso, William passa a estudar em situações precárias para criar um moinho de vento e um sistema de bombeamento de água que livrou a população de passar fome utilizando da educação para a transformação social.

Do mesmo modo, pode-se analisar que a má distribuição de rendas públicas e a diminuição do capital destinado a essa área demonstra a falta de apoio governamental que é necessária para que a educação venha cada vez mais se tornar algo igualitário. Sendo assim, se faz relevante a frase de Arthur Lewis que diz: “A educação nunca foi despesa. Sempre foi retorno garantido”, que reforça a importância que o investimento público tem para que as escolas estejam hábeis a criar um ambiente em que o aluno possa desenvolver como cidadão e profissional.

Portanto, tendo em vista os fatos supracitados, torna-se necessário que o Ministério da educação, trabalhe juntamente com o Governo Federal, trabalhem na redistribuição de rendas públicas educacionais, por meio de pesquisas populares em escolas questionando alunos e todo o corpo docente sobre a situação da escola e conscientizando os jovens sobre o valor que da educação frente a transformações sociais, visando localizar os problemas para que seja possível direcionar o capital necessários para estes focos e incentivar o estudo e a docência.