O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 08/09/2020
É necessário observar a falta de preparação presente em ambientes escolares para com alunos da nova geração digital, que estão além do modelo de aula ainda presente originado na Revolução Industrial. É um desafio para as crianças atuais, expostas desde cedo a modelos digitais e autônomos, adaptarem-se em classes com processos de aprendizagem antiquados, desmotivando os alunos no momento da aula. É preciso uma mudança nas prioridades do ensino, como o especialista em Educação John Hattie explica “Mais importante do que o método de ensino é ter flexibilidade e habilidade nos professores para avaliar continuamente o impacto do método, e também para trocá-lo quando não estiver funcionando”.
A frase de Paulo Freire, importante filósofo e educador brasileiro, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda” indica a importância da educação nas mudanças da sociedade, porém é notório que as escolas, infelizmente, não investem nesta visão. Com o atual sistema capitalista, a prioridade das instituições está voltada para as notas dos estudantes, e não para a aborção do que é ensinado em sala, perceptível pela valorização de provas avaliativas onde o aluno é estimulado a memorizar conceitos em vez de entendê-los. Há também a presença da supervalorização dos acertos, que está acompanhada a nota do estudante levando a uma grande pressão psicológica, acarretando em distúrbios mentais como a ansiedade e até depressão em caso de falhas consecutivas, desestimulando a aprendizagem do aluno.
A presença da desigualdade educacional é observada ao analisar os indicadores de infraestrutura escolar, percebendo-se que a maior parte das escolas com infraestrutura boa ou ótima atende as parcelas mais ricas da população. Esta condição é a realidade de uma grande parcela da população, portanto não possuindo acesso a uma educação de qualidade gerando uma dificuldade nas transformações sociais. A situação precária das escolas para classes baixas, que não possuem condições de embarcar em uma instituição privada, é um problema que também dificulta o desenvolvimento da sociedade e seu meio de convivência.
Portanto, a fim de desenvolver a educação para a geração de transformações sociais que realmente afetam o meio. Assim o Ministério da Educação, em parceria com escolas, deve adicionar à base comum curricular a disciplina Ética e Cidadania, que irá disseminar virtudes como, por exemplo, empatia nos alunos, visando conscientizá-los socialmente. Além disso, é importante investir na infraestrutura escolar, garantindo uma área com maior conforto e oportunidades que aumente o desempenho de alunos.