O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 28/08/2020
“Um livro, uma caneta, uma criança e um professor podem mudar o mundo”, é o que Malala Yousafzai, vencedora do prêmio Nobel da Paz, acredita e defende. Em conformidade a isso, é basilar a compreensão da educação como ferramenta de construção do ser e de transformação do sujeito, da sociedade e do sistema em que ele está inserido. Sendo ela, portanto, necessária e insubstituível na vida de qualquer cidadão por seu valor inenarrável, capaz de transformar vidas e até mesmo, o mundo.
Consoante a isso, o ato de educar vem sendo repensado, visto que, em decorrência das mudanças sociais, o aluno tem saído de um lugar de sujeito passivo na aprendizagem e assumindo a posição de sujeito ativo na construção do conhecimento, criando conexões entre diversas áreas do saber e seu cotidiano. Assim, as instituições de ensino e os docentes têm vivido um momento de desconstrução e reconstrução do que é a docência e de como transmitir conhecimento e de ciência nesse contexto.
Isto posto, vale destacar igualmente as barreiras da educação no Brasil provenientes da desigualdade social onde, sujeitos privados de oportunidades e de condições básicas de sobrevivência se vêem, além de tudo, participantes de um sistema educacional precário e excludente. Deste modo, é perceptível que, apesar de o acesso à educação ser universal, ou seja, direito de todo brasileiro, ela não é igualmente expressa e ofertada à toda população no que diz respeito à sua qualidade.
Desta maneira, entraves presentes na educação brasileira como objeto de transformação social devem ser solucionados. Para isso, é vital que as Secretarias de Educação Municipais e Estaduais em conjunto com o Ministério da Educação sejam ativos na elaboração de novos currículos e projetos para atender às novas demandas, bem como investimentos do Governo Federal que visem uma melhor distribuição de renda e criação de projetos sociais que beneficiem a população mais carente, tendo em vista que a educação, segundo o economista Arthur Lewis, nunca foi despesa, ela sempre foi um investimento com retorno garantido.