O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 01/09/2020
Conforme o pedagogo brasileiro, Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Nessa perspectiva, a educação é uma importante ferramenta para transformação social. Desse modo, esse instrumento possibilita a diminuição da desigualdade social e o desenvolvimento científico no Brasil. Contudo, a inoperância do Estado associada à desatenção familiar, não legitima o valor da instrução.
A princípio, a educação é uma maneira para ascender socialmente, pois, possibilita adesão à formação acadêmica e profissional. Entretanto, de acordo com dados do IBGE, a educação brasileira ainda não é para todos, cerca de 40% de pessoas com até 25 anos não concluíram a educação básica. Nesse contexto, desigualdade social se reflete na educação, visto que é notória a distinção entre a instrução de rede pública e privada, a exemplo de estrutura, biblioteca, laboratório e docência; a conseqüência disso é a manutenção da sociedade hierarquizada, sendo que partes significativas vivem estigmatizadas socialmente. Logo, para que a educação revolucione o Brasil, essa deve ser mais justa, as operações do Governo devem priorizar a educação.
Em segunda análise, os países desenvolvidos são referências em ciência, assim como em educação, subentende-se que a educação é um meio ao desenvolvimento científico, econômico e social. Nesse Prisma, segundo a Constituição Federal brasileira, a educação direito de todos, é dever do Estado e da família preparar os discentes ao exercício da cidadania e das demais profissões. Dessa forma, espera-se do primeiro, atividades quanto à formação especializada de docentes que seja em consonância com os anseios do mundo contemporâneo, no que se refere à tecnologia e a ciência, para formar cidadãos críticos, criativos e inovadores. Ademais, almeja-se da segunda, estimular aprendizagem, descoberta e criação. Então, evidencia-se que a família e o Estado possuem o papel de valorizar a educação no meio social.
Impende-se, portanto, que educação é uma máquina que alavanca o progresso em todos os âmbitos. Todavia, para que isso ocorra no Brasil é útil mudanças no meio acadêmico. Desse modo, cabe ao Governo Federal, atrelado às esferas estaduais e municipais investir em estrutura de escolas e universidades, como bibliotecas e laboratórios; além de fornecer nesses ambientes, o conforto e segurança aos estudantes, assim não haverá distinções quanto rede pública e privada - os acadêmicos terão ferramentas essenciais para mudar socialmente por meio da educação -. Além disso, compete ao Ministério da Educação em parceria com a família, realizar em feiras, projetos e pesquisas, para que os estudantes possam “pensar fora da caixinha”. Nessa ótica, confirmará a tese de Paulo Freire.