O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 07/09/2020
Atenas, considerada um cidade-estado da Grécia Antiga tinha um dos melhores sistemas educacionais, corroborando para o crescimento da sociedade antiga, formando cidadãos com interesse em cultura, arte, conhecimento e esportes. Em contra partida, o Brasil se encontra numa realidade totalmente adversa, com uma educação extremamente defasada. Por isso, é visto que o conhecimento ainda não é reconhecido para a construção e transformação de um corpo social melhor.
Primeiramente, o Brasil gasta anualmente em educação pública cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), e esse valor é superior à média dos países que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 5,5%. Nesse sentido, o problema não está no investimento baixo e ineficiente, mas na forma adequada de aplicação desses recursos, haja vista que o gasto anual está na média dos países mais desenvolvidos que contém uma educação de qualidade, e portanto, uma sociedade mais próspera e avançada. Além disso, é perceptível o quanto a educação nesses países são de fundamental importância, pois através dela, um cidadão se torna mais crítico, tem mais oportunidades e melhoria na sua própria qualidade de vida, como também é um ato de conhecimento e transformação social, tendo um certo cunho político.
Ademais, a Constituição garante que todos têm direto a uma educação de qualidade, entretanto essa realidade da Lei tem se tornado uma utopia para o Brasil, e um completo descaso, uma vez que é grande a desigualdade e nem todos podem ter acesso a um ensino igualitário, se distanciando ainda mais de um sonho que a Finlândia tem desfrutado, onde 98% são de escolas estatais com uma educação aplicada. Outrossim, é relevante a máxima dita por Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, haja vista que a educação é um fator para a evolução da nação e seu desenvolvimento.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o MEC juntamente com o Ministério da Cultura devem desenvolver palestras em escolas públicas e particulares, por meio de educadores que possuem uma forma diferente e criativa na aprendizagem. Tais palestras devem ser feitas por toda a região, buscando incentivar o aluno na busca pelo conhecimento e valorizar a educação para a transformação do ser social. Por fim, poderemos elevar as nossas esperanças e acreditar que uma dia viveremos um futuro em que a educação será valorizada para a construção de uma nação desenvolvida.