O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 08/09/2020

Segundo a filosofa brasileira Marilena Chauí, a democracia deve ser um sistema igualitário para todos, sem ações que prejudiquem um grupo em prol do outro. No entanto, esse sistema é dificilmente efetivo no que tange a educação, visto que mesmo sendo uma área de grande importância para a sociedade, características como a desigualdade social e as suas inúmeras transformações são fatores que corroboram para tal cenário atual.

A priori, vale ressaltar que de acordo o Portal de Noticias do Globo (G1), o Brasil possui 2,5 milhões de crianças e adolescentes fora da escola e quase 80% das que estudam estão em um ensino público. Nesse sentido, é comum que a desigualdade social seja uma das principais características tanto para a evasão escolar, quanto também para um ensino de baixa qualidade. Sendo assim, é notório que o quadro de vulnerabilidade se encaixe principalmente a pobres, negros e moradores de periferias, sendo atingidos desde os primeiros anos de sua vida escolar com professores menos qualificados e escolas decadentes.

A posteriori, além da dessas características supracitadas e a dificuldade de inserção de estudantes oriundos de escolas publicas a um ensino de qualidade, tem-se também as chamadas transformações tanto sociais quanto tecnologias nas salas de aulas. Desse modo, geralmente o atual ensino está correlacionado com inúmeros meios tecnológicos como internet, bons livros e bons professores, deixando-se a desejar aos humildes que necessitam desdobrar-se para tentarem acompanhar.

Diante da situação, cabe ao Estado a intervenção a tal situação desde os primeiros anos escolares, com uma atenção maior voltada ao aluno, como por exemplo, a criação de creches e escolas com a disponibilização de professores competentes e materiais diferenciados e jogos que poça entreter o aluno. Neste viés, é importante também assim como já criado as políticas de cotas para cursos superiores a sua extensão a inúmeras escolas do setor privado.