O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 21/09/2020
De acordo com o que a Declaração Universal dos Direitos Humanos estabelece, é direito de todo ser humano o acesso à educação de qualidade. Nessa perspectiva, a educação é um direito inviolável de cada indivíduo, bem como um mecanismo de mudanças sociais e econômicas para pessoas e sociedades. Porém, as transformações ocasionadas pela educação na vida das pessoas só são possíveis caso os governos dediquem fundos e esforços pelo desenvolvimento da área educacional.
É importante considerar, desse modo, que a educação é o mais eficaz mecanismo de mudanças sociais, econômicas e comportamentais na vida de sociedades inteiras. De acordo com o educador Paulo Freire “Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Ao seguir essa linha de raciocínio, observa-se que a educação é capaz de agir em diferentes pessoas e provocar transformações positivas dentro das sociedades, pois pode se adaptar às especificidades de cada indivíduo e consegue instruir simultaneamente milhares de pessoas a se tornarem melhores.
É necessário destacar, também, que as mudanças proporcionadas pela educação só são possíveis por meio da atuação e investimento do Estado nessa área. Tal afirmativa é corroborada pelos dados que revelam o alcance e importância de programas como o FIES (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior) que, segundo o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), entre 2010 e 2017 financiou bolsas de estudos em instituições de ensino superior privadas para mais de 2,5 milhões de estudantes.
Fica claro, portanto, que a educação é o mais valioso instrumento de mudanças sociais, e que o investimento e engajamento do governo nessa área são necessários para provocar transformações essenciais dentro de uma sociedade. Logo, a fim de melhorar a qualidade da educação e, consequentemente, a vida dos brasileiros, é necessário que o poder Legislativo do Brasil, por meio de emendas à Constituição, aumente a parcela do orçamento anual de gastos do governo enviada ao Ministério da Educação para acrescer os investimentos na educação básica e ensino superior.