O valor da educação nas transformações sociais no Brasil

Enviada em 26/09/2020

Com a chegada da família real ao Brasil, em 1808, foram construídas diversas instituições de ensino, as quais possuíam acesso restrito à parcela da população mais favorecida economicamente. Na contemporaneidade, é fato que a realidade existente desde o século XIX pode ser relacionada  à importância da educação nas transformações sociais no século XXI, uma vez que em ambos períodos uma determinada parcela da população não possui acesso ao sistema educacional, de modo que as transformações sociais através da educação continuam sendo um realidade distante. Esse cenário antagónico é fruto tanto da exclusão educacional quanto da visão tradicional de ensino.

A princípio, é importante destacar que, em função da exclusão educacional, uma parcela exorbitante da população não frequenta instituições de ensino. Nesse sentido, de acordo com o sociólogo Émile Durkheim, assim como o corpo humano, a sociedade tem partes, necessidades e funcionamento inter-relacionados. Analogamente, observa-se que a restrição do sistema educacional pode ser encaixada na teoria citada, visto que parte da população continua possuindo a necessidade de frequentar uma escola, sobretudo os mais pobres, negros e periféricos. Desse modo, esses desafios podem ser superados, a fim de que o acesso  à educação se torne democrático.

Outrossim, é imprescindível ressaltar que a visão tradicional de ensino contribui expressivamente na potencialização da falta de transformações sociais no Brasil. Nesse contexto, segundo o filósofo Arthur Schopenhauer, o homem toma os limites do seu próprio campo de visão como os limites do mundo. Sob essa análise, é possível concluir que devido ao ensino tradicional, majoritariamente, adotado nas escolas brasileiras, os alunos tendem à limitar suas visões sobre educação a apenas os conteúdos ensinados em sala de aula e, por consequência desconhecem assuntos de caráter social e cultural, os quais possuem extrema importância para a formação social e intelectual de cada indivíduo.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Nessa perspectiva, urge que o Ministério da Educação em parceria com a Mídia, por meio de uma alteração na matriz curricular, crie novas disciplinas que discutirão de forma construtiva e didática  questões relacionadas aos problemas sociais existentes na atualidade e, ademais promova campanhas de incentivo à inclusão educacional, com a finalidade de não só acabar com a visão tradicional de ensino, mas também tornar o acesso a educação democrático. Somente assim, será possível comprovar o valor da educação nas transformações sociais e extinguir a restrição educacional enrraizada no Brasil desde o século XIX.