O valor da educação nas transformações sociais no Brasil
Enviada em 02/10/2020
O Período Joanino foi marcado pela chegada da coroa portuguesa no território brasileiro. Esse abrigo que a Família Real encontrou no Brasil ajudou a alavancar em alguns eixos socioeconômicos, substancialmente no que se diz respeito à educação, pois, de Portugal, trouxeram uma coletânea de livros e fundaram então a Biblioteca Nacional. Hodiernamente, embora existam inúmeras livrarias e escolas, a educação brasileira se encontra em um estado obnóxio. Dessa forma, cabe depreender que tal panorama é fruto de conflitos que mesclam as esferas estatais, tanto na incapacidade de reproduzir um ensino adequado quanto da ineficácia em remover injustiças sociais.
A priori, é imperativo ressaltar o desafio que a ausência do Estado causa na tentativa de buscar meios para coibir tais recorrências. Desse modo, embora a Constituição de 1988 assegure a todos os indivíduos direito à educação, isso não ocorre de verdade. Logo, apenas uma parcela usufrui desse direito universal na prática. Nesse âmbito, devido a falta de atuação de autoridades, a população não possui a capacidade de escolher, já que o ensino está sucateado e é para poucos. Por conseguinte, somente uma fração mais rica da sociedade possui o privilégio do estudo e consequentemente mais oportunidades e empregos.
Outrossim, é fulcral pontuar a incapacidade do governo em promover medidas para amenizar tais situações estioladas e isso é um fator limitante para que haja transformação social no Brasil. Consoante ao pensamento do filósofo alemão Immanuel Kant, o homem é o que educação faz dele. Destarte, essa situação colabora para que o panorama da desigualdade se torne cada vez mais nítido, visto que, a isenção desse direito institucional contribui para que cada vez menos exista oportunidades de uma metamorfose socioeconômica. Em suma, faz-se mister corroborar o papel da educação em mudar vidas.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação, promover, por meio de verbas estatais, melhoria na qualidade do ensino público, através de realocações financeiras a setores de pesquisa e de infraestrutura, para que possam construir espaços adequados para o ensino, tais como laboratórios e salas de aulas aconchegantes. Assim, o Brasil pode usufruir do seu vasto acervo de livros advindo desde o período Joanino e conseguir tornar a educação democrática e justa.